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AdvanceCare | Defenda-se do cancro da próstata

Defenda-se do cancro da próstata

Se tem mais de 50 anos, não adie a visita ao médico. Os exames de rotina à próstata podem evitar uma situação mais grave. Quando detetado precocemente, o cancro da próstata tem uma elevada taxa de cura.

O que é a próstata?

É uma glândula exócrina do aparelho urogenital masculino, com a forma e o tamanho de uma castanha. Envolve a parte inicial da uretra. A sua função principal é a secreção de elementos componentes do sémen, participando na sua propulsão através da uretra durante a ejaculação.
“Há um desconhecimento por parte da maioria dos homens em relação ao [glossary]cancro da próstata[/glossary]: temem-no mas não estão informados sobre ele. Trata-se de um [glossary]cancro[/glossary] muito frequente que se desenvolve e pode evoluir bastante sem apresentar sintomas. Havendo este receio, quase abissal, do cancro da próstata, os homens devem saber que, desde que diagnosticado precocemente, não vão morrer desta doença, pois existem tratamentos muito eficazes”, esclarece Prof. Nuno Monteiro Pereira, urologista e diretor da Clínica do Homem e da Mulher.

Causas do cancro da próstata

“O cancro da próstata surge, habitualmente, depois dos 60 anos, e há evidências que apontam no sentido de que o mecanismo de envelhecimento da glândula prostática tende, mais cedo ou mais tarde, a criar células malignas. Os antecedentes familiares são outro fator de risco e, hoje em dia, sabe-se que os obesos têm maior probabilidade de contrair este [glossary]cancro[/glossary]. Em relação a outros fatores de risco não há provas científicas”, afirma ainda Nuno Monteiro Pereira.

Sinais de alarme

De acordo com a Associação Portuguesa de Urologia, numa fase precoce, o cancro da próstata não apresenta qualquer sintoma. Quando existem queixas, estas podem ser comuns a outras patologias. Em fases mais avançadas, o cancro da próstata pode provocar

“dores ósseas persistentes, intensas, localizadas sempre nos mesmos pontos. Podem igualmente ocorrer problemas respiratórios e cerebrais. O fígado também pode ser afetado, embora seja mais raro”, descreve o especialista.

Exames de diagnóstico

O rastreio do cancro da próstata, que dependia do exame retal, “mudou na prática clínica desde que, há cerca de 20 anos, apareceu a análise Prostate Specific Antigen (PSA). O Prostate Specific Antigen (PSA) mede a concentração no sangue de uma proteína produzida pela próstata, cujo teor aumenta quando há desenvolvimento de células tumorais.” No entanto, esta análise permite apenas uma suspeição. “O diagnóstico só é preciso através de biopsia”, alerta Nuno Monteiro Pereira.

Terapêuticas disponíveis

No caso dos tumores localizados no interior da próstata, pode recorrer-se à cirurgia (prostatectomia radical) ou à braquiterapia, técnica minimamente invasiva em que, através da pele, se implantam sementes radioativas que destroem as células malignas. Outra técnica também pouco invasiva é a crioterapia, consiste no congelamento do interior da próstata e consequente destruição das células tumorais. Existe ainda a radioterapia externa, cujos recentes e notáveis avanços permitem a irradiação seletiva e muito eficaz da próstata sem lesão dos órgãos vizinhos. Para os tumores não localizados recorre-se à hormonoterapia, que inibe o crescimento das hormonas masculinas e pode impedir o desenvolvimento da doença. A quimioterapia é reservada, geralmente, para fases muito avançadas.

5 conselhos para prevenir o cancro da próstata

  1. Embora não existam provas científicas de que o tabagismo e o álcool sejam fatores de risco, eliminá-los contribui para a saúde geral.
  2. Se existirem antecedentes familiares de cancro da próstata, a análise sanguínea do Prostate Specific Antigen (PSA) deve ser feita, anualmente, a partir dos 45 anos.
  3. Uma dieta equilibrada e uma boa forma física são armas importantes, já que existe uma associação entre obesidade e cancro da próstata.
  4. A partir dos 50 anos recomenda-se que o homem faça, anualmente, uma análise sanguínea ao Prostate Specific Antigen (PSA), prescrita pelo médico de medicina geral e familiar.
  5. Embora o cancro da próstata evolua lentamente, de início sem sintomas, deve estar atento a: dificuldade em urinar, necessidade frequente de urinar, desconforto ou dores pélvicas, [glossary]disfunção erétil[/glossary] ou ejaculação dolorosa. Em fases mais avançadas podem ocorrer dores ósseas persistentes, problemas respiratórios e cerebrais e o fígado pode ser afetado.
Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
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