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AdvanceCare | Férias com saúde!

Férias com saúde!

Passamos o ano a ansiar pela pausa no trabalho a que damos o nome de férias. Mas é importante que esses dias tão esperados não sejam também uma pausa na saúde. Por isso, propomos-lhe uma viagem pelos principais desafios com que se pode deparar se passar férias em Portugal. Temos como guia a Dra. Helena Gonçalves, diretora clínica da Clínica Particular de Vilamoura que exerce também no HPA em Faro, que nos fala dos cuidados a adotar para prevenir os potenciais riscos.

Nas férias mudamos de ambiente e mudamos de rotinas. Mesmo quando viajamos dentro de Portugal. Daí que, para que as férias não sejam interrompidas pela doença, a palavra de ordem seja a prevenção:  os cuidados necessários não são propriamente por “zonas”, surgindo fundamentalmente associados às alterações ambientais e às mudanças nas rotinas – mais sol, mais praia e piscina, mais refeições fora de casa, mais viagens”, sintetiza Helena Gonçalves, diretora clínica da Clínica Particular de Vilamoura, uma unidade do Grupo HPA Saúde. E concretiza: “Essas exposições obrigam a que tenhamos de estar mais atentos a alguns potenciais perigos como a desidratação, as insolações, as intoxicações alimentares ou mesmo as picadas de insetos”.

Viajar em segurança

Há que somar os riscos associados à condução: afinal, nesta altura do ano, viaja-se mais e muitas dessas viagens fazem-se por estrada. Na vontade de chegar rapidamente ao destino e, finalmente, deixar o trabalho para trás, pode haver a tentação de descurar algumas regras – aqui a segurança anda de mãos dadas com a saúde. “É importante não viajar nas horas de maior calor, nem de maior congestionamento, fazer várias paragens ao longo do percurso e, claro, respeitar todas as regras de segurança, sobretudo no transporte de crianças”, recomenda.

Quando o sol é demais…

Porque verão é sinónimo de aumento da temperatura, as insolações e as queimaduras solares são responsáveis por estragar as férias a muitos turistas. E não se pense que só acontece a quem escolhe zonas de praia, como o Algarve ou o Alentejo: afinal, no verão, andamos invariavelmente mais no exterior, não só porque a temperatura é mais agradável como porque os dias são mais longos. Damos passeios, relaxamos em esplanadas, fazemos piqueniques, vamos à piscina… E até quem prefere férias de aventura, descendo os rápidos que dão fama a alguns rios portugueses ou superando o relevo das serras, está sujeito a estes riscos. Diz Helena Gonçalves que, para prevenir as insolações e as queimaduras solares, “são obrigatórias algumas medidas: assim, “a exposição solar deve ser gradual e respeitar os tipos de pele (não exceder os 10-30 minutos nas situações mais sensíveis); deve-se evitar as horas de maior intensidade (no pico do verão, entre as 11 e as 16h30); reforçar a hidratação; utilizar peças que ajudem à proteção (roupas, chapéus, óculos de sol) e nunca falhar a utilização correta e permanente do protetor solar. Concretamente: respeitar um índice adequado à idade e ao tipo de pele, renovar a aplicação sempre que estiver exposto ao sol, de duas em duas horas, com especial cuidado se estiver molhado ou se transpirar bastante” e ingerir muitos líquidos.

Escolha uma praia segura

Anualmente, é verificada a segurança das arribas da praias, para evitar acidentes. De acordo com a Deco Proteste, neste momento existem 25 praias de uso limitado no nosso país.

O termo “uso limitado” abrange praias que, quando a maré está alta, grande parte do areal fica ocupada pela zona de risco das arribas – entendendo-se como área de risco a que seria afetada se ocorresse um desmoronamento ou queda de blocos. Assim, evite essas praias e esteja atento à existência de sinalização, já que todas as zonas costeiras em situação de risco têm, obrigatoriamente, de estar devidamente sinalizadas.

Aventuras q.b.

Há muitos portugueses para quem as férias são sinónimo de aventura e que, em vez da tranquilidade da planície ou do lazer da praia, preferem uma pausa mais ativa, descobrindo os caminhos e os picos de que se tecem as serras nacionais. Apesar de diferente, esta é uma opção que partilha riscos com as de umas férias mais relaxadas: é que a temperatura não dá descanso e, em altitude, o sol até incide mais diretamente e com mais intensidade sobre a pele. Uma razão acrescida para se proteger, aplicando protetor solar, com chapéu de abas largas, com óculos de sol e roupas leves e confortáveis. Quando a aventura é palavra de ordem, os doentes crónicos, nomeadamente os que sofrem de doenças cardiovasculares ou respiratórias, devem redobrar cuidados, por exemplo, fazendo pausas amiúde.

Beba água, pela sua saúde

Associado às altas temperaturas está o risco de desidratação: afinal, o organismo responde ao calor através da aceleração da respiração e do aumento da transpiração, o que, na prática, significa que perde mais água do que habitualmente e que a perde mais rapidamente.
Há, pois, que estar atento a esta situação e fazer dos líquidos bons companheiros de viagem: a água é o melhor de todos e, se habitualmente, se deve beber entre litro e meio a dois litros, convém aumentar a ingestão diária, de modo a repor o que se perde devido ao calor. Sumos de fruta, chás e infusões são boas alternativas, tal como as sopas frias e as saladas e frutas – são alimentos abundantes em água e, além disso, agradáveis para esta altura do ano.

Alimentos à sombra

Com o calor, espreitam também os distúrbios digestivos. A médica da Clínica Particular de Vilamoura adverte que há uma predisposição para as intoxicações alimentares transversal aos destinos: afinal, a conservação dos alimentos pode ser afetada pelo aumento da temperatura onde quer que se esteja, além de que a alterações de hábitos e consumos alimentares também pode desestabilizar o sistema digestivo. Neste contexto recomenda o armazenamento no frio e, caso seja necessário transportar alimentos, o recurso a uma mala térmica, alertando há alguns que requerem uma maior supervisão: por exemplo, ovos, iogurtes, leite, mariscos. Para a praia – diz – o ideal é levar pão, bolachas, frutas (de preferência com casca) e alimentos secos, que devem ficar resguardados ao sol.
E em caso de intoxicação? “É de primordial importância a hidratação, uma dieta ligeira e fracionada, evitando-se as gorduras. Contudo, se os sintomas não diminuírem – dor abdominal, cólicas, vómitos e diarreia – ao fim de dois dias, a consulta médica deve ser procurada, sobretudo para crianças até ao primeiro ano de vida que apresentem prostração, língua seca ou olhos encovados”, enfatiza Helena Gonçalves.

Doenças à boleia de uma picada

A diretora clínica recorda que “as picadas de insetos podem também constituir um risco, quer por estarmos mais expostos ao ar livre, quer porque no verão frequentamos locais mais propensos a essa exposição”. Assim acontece num simples piquenique no pinhal, num jantar à beira de uma lagoa ou na praia, em qualquer zona do país. As picadas não são todas iguais, sendo as das abelhas e vespas mais perigosas, mas os mosquitos e as melgas incomodam e muito. Felizmente Portugal é um destino seguro em matéria de doenças transmitidas por insetos, como a malária ou o dengue, existentes noutras geografias, mas há o risco de uma reação alérgica.
Assim, importa proteger a pele, o que passa por ter sempre à mão um repelente, sendo que, no caso das crianças, é preciso ter o cuidado de verificar se o produto em causa é ou não adequado à idade. Mas, e se a picada acontecer, o que fazer? Para alívio da comichão, pode aplicar-se no local da picada uma compressa fria ou gelo, devendo evitar-se rebentar eventuais bolhas que se formem. Se o incómodo não passar, pode ser aplicado um anti-histamínico tópico. E, se ainda assim persistir, há que procurar uma farmácia ou um médico, que recomendarão o tratamento mais adequado.

Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
A presente informação não vincula a AdvanceCare a nenhum caso concreto e não dispensa a leitura dos contratos de seguros/planos de saúde, nem a consulta de um médico e/ou especialista.