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AdvanceCare | Infertilidade feminina

Infertilidade feminina

A maternidade é um desejo de muitas mulheres mas, por vezes, existem complicações e tentar engravidar pode não ser um processo fácil. As perturbações na ovulação são a principal causa de infertilidade feminina em Portugal. Saiba mais sobre este tema.

Ter um filho é um sonho difícil de concretizar para cerca de 10% dos casais, alerta a Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução (SPMR). Se está a tentar engravidar, conheça as principais causas da infertilidade feminina e as respostas da medicina.

De acordo com um estudo da Direção-Geral de Saúde (DGS), de 2008, 30% a 40% dos casos de insucesso devem-se a problemas femininos e outros 30% a 40% a problemas masculinos. Segundo a mesma fonte, cerca de 10% dos casos de infertilidade apresentam causa desconhecida e a restante percentagem está associada a problemas de infertilidade em ambos os membros do casal.

A incidência da infertilidade tem vindo a aumentar e pensa-se que o sedentarismo, alimentação desequilibrada, [glossary]obesidade[/glossary], consumo de tabaco, de bebidas alcoólicas ou de drogas, bem como o adiamento da maternidade e a exposição a químicos na atmosfera sejam fatores de risco.

Principal causa da infertilidade feminina: perturbações na ovulação

Segundo a SPMR, 25% dos casos de infertilidade feminina devem-se a problemas de ovulação, o processo que permite, em cada ciclo, a libertação de ovócitos para fecundação. Vários fatores podem originar este problema, tais como:

  • Excesso de peso ou magreza acentuada.
  • Alterações hormonais (secreção reduzida da hipófise – glândula endócrina cuja função é regular grande parte das outras glândulas endócrinas; excesso de prolactina, doenças da tiroide).
  • [glossary]Síndrome de ovário poliquístico[/glossary] (patologia caracterizada pelo desequilíbrio hormonal: excesso de androgénios, formação de quistos nos ovários e que impede a formação de ovócitos ou mesmo a própria ovulação).
  • Insuficiência ovárica (a atividade do ovário cessa antes dos 40 anos).

Infertilidade feminina: sinais de alarme

Uma menstruação irregular ou ausente é o principal indício de [glossary]disfunção ovulatória[/glossary]. A síndrome de ovário poliquístico tem como sintomas as falhas ou ausência de menstruação, [glossary]acne[/glossary] ou pele oleosa, o aumento de peso e o [glossary]hirsutismo[/glossary] (aumento da pilosidade) na zona do rosto, no peito ou nas costas, refere o Serviço Nacional de Saúde Britânico (SNSB).

Estes sinais surgem na adolescência ou na faixa etária dos 20 anos, mas muitas mulheres só são diagnosticadas quando tentam engravidar.

Procurar ajuda especializada

Por regra, deve consultar o médico se não consegue engravidar após um ano de relações sexuais desprotegidas (ou seis meses, caso tenha idade igual ou superior a 35 anos), aconselha a Associação Portuguesa de Fertilidade (APF).

Menstruação irregular, ausente ou dolorosa pode também indicar problemas e merecer análise.

Diagnóstico de infertilidade

Perante suspeita de infertilidade, a avaliação médica inclui o exame físico completo (exame ginecológico, ecografias, análises clínicas e análises aos níveis hormonais) e historial clínico de ambos os elementos do casal. No caso da mulher, a realização de análises ao sangue, urina e/ou estudos hormonais permite avaliar a ovulação. A ecografia pélvica endovaginal permite analisar o útero e ovários, bem como detetar a presença de quistos.

Opções terapêuticas para a infertilidade feminina

O registo diário da temperatura basal (temperatura do corpo em repouso) pode ajudar a indicar os ciclos de ovulação e calendarizar as relações sexuais em função da ovulação, sendo uma estratégia seguida por muitos casais. No que respeita a tratamentos, a maioria dos casos da infertilidade por falência ovulatória é tratada com medicamentos que ajudam a regular a ovulação e os níveis hormonais. No caso de não resultar, pode ainda recorrer-se à cirurgia para corrigir problemas nos ovários ou proceder a uma fertilização in vitro para conseguir uma gravidez, indica a SPMR. No caso da insuficiência dos ovários, a alternativa passa pelo recurso a ovócitos de dadora para fertilização in vitro.
Tentar engravidar pode, por vezes, não ser um processo fácil. Se está a tentar engravidar há mais de 1 ano sem resultados (ou há mais de 6 meses se tiver idade igual ou superior a 35 anos) é aconselhável consultar um médico para que este avalie o seu caso. No caso de ser confirmado um diagnóstico de infertilidade não deve perder a esperança: existem várias técnicas de reprodução assistida a que poderá recorrer.

Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
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