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AdvanceCare | Menopausa: Uma transição serena

Menopausa: Uma transição serena

Está associada ao envelhecimento, mas inaugura uma etapa da vida da mulher que, muitas vezes, dura várias décadas. É, por isso, uma excelente oportunidade para rever hábitos e renovar o compromisso com a saúde.

A menopausa ocorre, na maioria dos casos, por volta dos 50 anos e caracteriza-se pela extinção progressiva da menstruação. Na sua base, explica Joaquim Neves, ginecologista, está uma alteração fisiológica significativa: a redução da produção de estrogénios, hormonas femininas por excelência. “A partir daqui surgem várias alterações, como a oscilação das hormonas produzidas no hipotálamo, que regulam o humor, o que provoca uma grande instabilidade”.

Tudo culmina um ano após a última menstruação, prazo que assinala a entrada na pósmenopausa. Esta etapa, sublinha o especialista, “dura, em média, 36 anos, se tivermos em conta que a esperança média de vida em Portugal é de 86 anos”, pelo que importa vivê-la com qualidade. Eis as principais diretrizes a ter em conta.

 

Manifestações e diagnóstico

Afrontamentos, suores, sensibilidade ao calor e dor de cabeça são alguns dos sintomas mais comuns da menopausa, que podem fazer-se acompanhar por alterações psicossomáticas como irritabilidade, comportamentos ansiosos e depressivos e alterações do sono. O surgimento de alguma destas manifestações numa mulher próxima dos 50 anos, acompanhada de períodos de ausência da menstruação – por norma, três meses é o intervalo de referência – é sinal de que deve ir ao médico.

“Deve ser consultado um médico que tenha experiência em saúde da mulher. Além de ouvir as queixas, para se concluir se está em menopausa é necessário pedir três análises ao sangue: à função da tiroide, às hormonas da hipófise e ao estradiol. Nenhuma delas implica ficar em jejum. Assim é possível, clínica e laboratorialmente, saber se a senhora está em menopausa”, descreve Joaquim Neves.

 

Organismo em mudança

Produzidos nos ovários, os estrogénios “são o ‘toque feminino’, as hormonas responsáveis pelo desenvolvimento da silhueta feminina”, refere o ginecologista. Entre as suas funções conta-se um papel modelador do tecido conjuntivo, com consequências a nível da proteção da massa óssea e da firmeza e elasticidade da pele, incluindo a mucosa da vagina. Assim, “em pós-menopausa, a mulher perde massa óssea”, sendo o risco de osteoporose agravado pela existência de história familiar da doença e pela toma de medicação para a tiroide e corticoides.

A mulher é, também, afetada por um quadro de atrofia urogenital, caracterizado por maior secura e menor elasticidade vaginal, o que pode traduzir-se em infeções urinárias de repetição e dor ou sangramento nas relações sexuais.

Dão-se, ainda, uma acentuação das rugas e alterações na silhueta, com tendência para acumulação da gordura no abdómen. Uma vez que os estrogénios têm um papel de proteção face a problemas cardiovasculares, também este risco aumenta, a par do de cancro da mama, cujo principal fator de risco é a idade superior a 50 anos.

 

Reduzir os riscos

A menopausa, frisa Joaquim Neves, “é uma oportunidade para a mulher e o profissional estabelecerem uma estratégia de promoção da saúde, no sentido de minimizar o aparecimento de algumas doenças ou das suas complicações”. Por exemplo, o risco cardiovascular é agravado se houver “aumento de peso, mau controlo da pressão arterial, alterações dos lípidos ou diabetes”.

A adequação da alimentação e da atividade física é, por isso, essencial, tal como a avaliação das vantagens e inconvenientes do tratamento hormonal. “O mais eficaz consiste na toma de estrogénios e progesterona ou só de estrogénios. Mas, se houver contraindicações, se a mulher tiver receio ou se surgir algum efeito secundário pouco desejável, pode recorrer-se a fármacos da área da psicoterapia ou a fitoestrogénios (estrogénios vegetais) para aliviar os afrontamentos”, refere o ginecologista. Existem, também, fármacos não hormonais que “melhoram uma percentagem de situações de cancro da mama na pós-menopausa e, por outro lado, ajudam a estabilizar a massa óssea”, refere o ginecologista.

Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
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