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AdvanceCare | Doença de Raynaud

Doença de Raynaud

A doença e o fenómeno de Raynaud (chama-se “fenómeno de Raynaud” quando os sintomas se encontram associados a outra doença primária) são afeções nas quais as artérias de pequeno calibre (arteríolas), geralmente dos dedos das mãos e dos pés, sofrem um vasoespasmo episódico (constrição das artérias pequenas), na sequência do qual a pele se torna inicialmente pálida (cianose) ou com manchas vermelhas que pode, posteriormente, tornar-se azuladas.

doença de Raynaud

Mãos de uma pessoa com doença de Raynaud, doença em que o fluxo de sangue para as regiões periféricas é restrito e as artérias entram em estado de espasmo.

O espasmo das pequenas artérias nos dedos das mãos e dos pés ocorre de forma rápida e é, com muita frequência, desencadeado pela exposição ao frio, podendo durar entre minutos a horas.

Os dedos das mãos e dos pés mostram palidez (geralmente em forma de manchas). Um ou vários dedos, ou partes de um ou de mais dedos, mudam para uma cor vermelha e branca com manchas. Quando o episódio termina, as zonas afetadas podem estar mais rosadas do que o normal ou azuladas. O episódio não provoca dor mas regista-se entorpecimento e uma sensação de formigueiro e de ardor.

O aquecimento das mãos ou dos pés restabelece o calor e a sensação normais.

No entanto, quando as pessoas têm um fenómeno de Raynaud com muito tempo de evolução (especialmente aquelas com esclerodermia), a pele dos dedos das mãos ou dos pés pode sofrer alterações permanentes (adquire um aspeto liso, brilhante e lustroso). Podem observar-se também pequenas feridas dolorosas nas cabeças dos dedos das mãos ou dos pés.

Apesar da doença afetar, sobretudo, os dedos das mãos e pés, pode atingir áreas do corpo, como o nariz, bochechas, orelhas e até mesmo língua.

Dos casos da Doença de Raynaud , 60 % a 90 % verificam-se em mulheres jovens,

A maioria das pessoas com Doença de Raynaud desenvolve sintomas antes dos 40 anos de idade. A doença pode ocorrer em crianças pequenas, sendo mais prevalecente em climas frios.

Causas da Doença de Raynaud

A doença resulta do aumento da atividade do sistema nervoso simpático que potencia a reatividade vascular digital, que pode ser desencadeada por fatores como:

  1. Frio.
  2. Stress.

As causas possíveis do fenómeno de Raynaud são:

  • Esclerodermia.
  • Artrite reumatoide.
  • Aterosclerose.
  • Perturbações nervosas.
  • Hipotiroidismo.
  • Reações farmacológicas.

Sintomas da Doença de Raynaud

  • Isquemia digital episódica (sequência de mudanças de cor na pele em resposta ao frio ou stress).
  • Entorpecimento dos dedos.
  • Dor ou ardor ao aquecimento.
  • Ausência de oclusão arterial.
  • Distribuição bilateral.
  • Ausência de sinais ou sintomas de outras doenças que também causam o fenómeno de Raynaud.
  • Sintomas com duração superior a 2 ou mais anos.
  • Algumas pessoas com o fenómeno de Raynaud têm também enxaquecas, angina variante e aumento da pressão do sangue nos pulmões (hipertensão pulmonar). Estas associações sugerem que a causa dos espasmos arteriais pode ser a mesma em todas estas perturbações. Qualquer fator que estimule o sistema nervoso simpático, como a emoção ou a exposição ao frio, pode causar espasmos arteriais.

Diagnóstico e Tratamento da Doença de Raynaud

Para poder distinguir entre obstrução arterial e espasmo arterial efetuam-se exames de laboratório antes e depois da exposição ao frio.

O controlo da doença de Raynaud ligeira requer a proteção do torso, braços e pernas contra o frio.

A doença de Raynaud trata-se com prazosina ou nifedipina. Outros fármacos, como a fenoxibenzamina, a metildopa ou a pentoxifilina, são úteis em algumas ocasiões.

Em caso de incapacidade progressiva – e quando os outros tratamentos são ineficazes – pode optar-se pela ablação cirúrgica dos nervos simpáticos, de forma a acalmar os sintomas. Contudo, o alívio dos sintomas pode apenas durar alguns anos.

O fenómeno de Raynaud requer o tratamento das perturbações subjacentes.

Artigo revisto e validado pelo especialista em Medicina Geral e Familiar José Ramos Osório.
Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
A presente informação não vincula a AdvanceCare a nenhum caso concreto e não dispensa a leitura dos contratos de seguros/planos de saúde, nem a consulta de um médico e/ou especialista.