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AdvanceCare | Febre Tifóide

Febre Tifóide

A febre tifoide é uma doença causada pela bactéria Salmonella typhi. Os bacilos tíficos encontram-se nas fezes e na urina das pessoas infetadas.

As bactérias entram no trato intestinal e provocam uma inflamação no intestino delgado e no intestino grosso. Nos casos graves, a bactéria pode provocar úlceras que sangram  e que podem perfurar, o que coloca a vida do paciente em risco.

Uma pequena percentagem de indivíduos infetados com Salmonella typhi  mas que não recebem tratamento, eliminam bactérias na sua matéria fecal durante mais de um ano.

Alguns indivíduos infetados nunca manifestam sintomas de febre tifóide, apresentando contudo,doença crónica da vesícula biliar.

A infeção, mais frequente em regiões com deficiente saneamento básico, ocorre através da ingestão de água ou de alimentos contaminados com fezes de indivíduos infetados.

Caso não seja tratada, a infeção implica complicações gastrointestinais e que podem levar à morte. Cerca de dois a cinco por cento das pessoas que contraem febre tifóide, tornam-se doentes crónicos.

febre tifóide

Imagem da Bactéria Salmonella typhi, responsável pela febre tifóide

Embora a maioria dos doentes recupere por completo, podem surgir complicações como:

  • Hemorragias abdominais.
  • Cerca de 2% têm hemorragias graves (a perda de sangue verifica-se durante a terceira semana da doença).
  • A perfuração intestinal ocorre em 1% a 2% dos indivíduos, provocando fortes dores abdominais (o conteúdo do intestino infecta a cavidade abdominal, o que se designa por peritonite).
  • Pneumonia (que se deve habitualmente a uma infeção pneumocócica).
  • Infeção da vesícula biliar e do fígado.
  • Infeção do sangue (bacteriemia) que pode ocasionalmente conduzir a uma infeção dos ossos (osteomielite), das válvulas cardíacas (endocardite), da membrana que reveste o cérebro (meningite), dos rins (glomerulonefrite) ou das vias urinária ou genitais.
  • Infeção muscular que pode provocar abcesso. 

Causas de Febre Tifoide

A infeção, mais frequente em regiões com deficiente saneamento básico, ocorre através da ingestão de água ou de alimentos contaminados com fezes de indivíduos infetados.

  • Uma incorreta lavagem das mãos após defecar ou de urinar pode infetar os alimentos ou os utensílios utilizados para comer e beber.
  • As moscas podem transmitir as bactérias diretamente desde as fezes até aos alimentos. Em situações raras, o pessoal dos hospitais que não tomou as devidas precauções pode contrair a infeção ao manusear equipamentos usados por pessoas infetadas.

Sintomas e Sinais de Febre Tifoide

Em geral, os sintomas/sinais começam entre o 8º e 14º dia após a infeção.

A infeção doença apresenta sintomas comuns como:

  • Febre.
  • Dores de cabeça.
  • Dores abdominais.
  • Dores articulares
  • Obstipação.
  • Diarreia.
  • Perda de apetite.

Menos frequentemente

  • Tosse.
  • Epistaxis (Hemorragias Nasais).
  • Disuria (Dor durante a micção).

Caso não seja iniciado nenhum tratamento, a temperatura corporal sobe (durante 2 ou 3 dias), mantendo-se a 39,5ºC-40ºC durante 10 a 14 dias, começando a descer gradualmente no final da terceira semana e atingindo níveis normais por volta da quarta semana.

A febre pode fazer-se acompanhar de:

  • Frequência cardíaca lenta.
  • Cansaço extremo.
  • Delírio.
  • Estupor.
  • Coma.

(Sinais de uma infeção grave).

  • Em cerca de 10% dos doentes aparecem grupos de pequenos pontos rosados no peito e no abdómen durante a segunda semana de doença, que duram de 2 a 5 dias.
  • Por vezes a infeção causa sintomas semelhantes aos da pneumonia ou então apenas febre, ou somente sintomas idênticos aos de uma infeção das vias urinárias.

Em cerca de 10% dos casos não tratados, os sintomas da infeção inicial repetem-se duas semanas após o início da febre.

Diagnóstico e Tratamento de Febre Tifoide

Mesmo quando os sintomas e a história da doença possam sugerir febre tifóide, o diagnóstico deve ser confirmado, identificando o crescimento das bactérias responsáveis através de culturas do sangue, da urina, das fezes ou de outros tecidos do corpo.

Por razões desconhecidas, os antibióticos tomados durante a fase inicial da doença aumentam o índice de recorrência de 15% a 20%.

Caso se administrem antibióticos numa recaída, a febre desaparece muito mais rapidamente do que na doença original (registando-se ocasionalmente uma nova recaída).

Prevenção da Febre Tifóide

A vacina contra a Febre tifóide garante uma eficácia de cerca de 70%, estando sobretudo recomendada quando se viaja para regiões de risco (países em vias de desenvolvimento com condições sanitárias precárias).

Ainda que vacinada, a pessoa deve evitar o consumo de alimentos ou água contaminados, uma vez que a vacina não confere 100% de  proteção.

A vacina só é aplicada a pessoas que tenham sido expostas ao microrganismo e às que correm um grande risco de exposição, (incluindo os técnicos de laboratório e os indivíduos que viajam para locais onde a doença é frequente).

Os indivíduos que se dirigem a estas áreas devem evitar comer legumes de folha verde crus, bem como outros alimentos servidos ou conservados à temperatura ambiente.

Os alimentos recém-preparados, quando servidos quentes ou mornos, as bebidas gasosas engarrafadas e os alimentos crus a que se possa tirar a pele costumam ser seguros.

A água deve ser fervida ou desinfetada antes de consumida.

Mais 99% dos casos de febre tifóide curam-se com um antibiótico

Em alguns casos deve administrar-se alimentação por via endovenosa.

Os doentes com perfuração intestinal necessitam de antibióticos que eliminem um amplo espectro de bactérias (porque estão presentes muitas variedades diferentes de bactérias na cavidade peritoneal) e deverão porventura ser submetidos a cirurgia de reparação ou para reparar o intestino que se tenha perfurado.

As recaídas são tratadas da mesma forma que a doença inicial, mas, em geral, os antibióticos só são necessários durante 5 dias.

 

Artigo revisto e validado pelo especialista em Medicina Geral e Familiar José Ramos Osório.
Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
A presente informação não vincula a AdvanceCare a nenhum caso concreto e não dispensa a leitura dos contratos de seguros/planos de saúde, nem a consulta de um médico e/ou especialista.