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AdvanceCare | Pólenes, sol e primavera vistos com bons olhos

Pólenes, sol e primavera vistos com bons olhos

É a estação mais desejada do ano mas também aquela que representa um risco acrescido para a saúde ocular. Na primavera, a exposição solar e a proliferação de pólenes são os principais inimigos dos olhos. Damos-lhe a conhecer os conselhos de Dalila Coelho, médica oftalmologista no Centro Médico Belorizonte, Clínica São João de Deus e Centro Hospitalar S. Francisco (Unidade de Pombal), para que aprenda a reconhecer os sintomas e as medidas a tomar para proteger os seus olhos.

Faça chuva ou faça sol, há hábitos de vida que não deve descurar e que têm impacto na saúde dos seus olhos. Manter uma boa higiene de sono, “não fumar, diminuir o stress, seguir uma dieta equilibrada contendo uma gama alargada de vitaminas e minerais são elementos essenciais para uma boa visão e para manter os olhos saudáveis em crianças e adultos. Estes cuidados são importantes durante todo o ano”, descreve Dalila Coelho.

Alerta pólenes!

“Os polénes são alergénios potentes, isto é, são substâncias que induzem reações alérgicas”, relembra Dalila Coelho. A incidência de alergias aumenta exponencialmente na primavera e os olhos não estão imunes ao problema. Para minimizar o risco, eis o que deve fazer:

  1. Limpe os filtros do ar condicionado com regularidade;
  2. Evite objetos que acumulem pó e pólenes (cortinas, carpetes, tapetes, peluches) e o uso de espanadores ou vassouras, preferindo os panos húmidos.
  3. No dia a dia, deve “manter as mãos bem limpas, evitando levá-las aos olhos ou esfregá-los”, aconselha Dalila Coelho.
  4. “Usar óculos de sol também diminui o contacto com os pólenes e aplicar colírios lubrificantes (ou lágrimas artificiais) com regularidade reduz a concentração de alergénios na lágrima”, sugere a médica oftalmologista.

Conjuntivite alérgica

Como explica Dalila Coelho, “a alergia ocular ocorre quando o olho entra em contato com alergénios, que podem ser ácaros, poeira, pelos e pólen. Por isso, a alergia ocular, nomeadamente a conjuntivite alérgica, que é o tipo mais comum de alergia ocular, é mais frequente na primavera, altura em que aumentam os pólenes presentes no ar.”

Existe uma maior propensão para alergia ocular em “pessoas que sofrem de alergia noutras partes do corpo, como asma, rinite e alergia cutânea, mas também pode ocorrer isoladamente”, explica. Perante sintomas “sugestivos de conjuntivite alérgica (olhos vermelhos e/ou inchados, lacrimejo, prurido) deve seguir os conselhos referidos anteriormente e consultar o médico oftalmologista para a prescrição da medicação adequada, nomeadamente de antialérgicos, caso esteja indicado.”

Alerta radiação solar!

Tal como acontece com a pele, o impacto negativo dos raios solares nos olhos depende do índice de radiação e do tempo de exposição.

Já as consequências na visão podem ser várias, explica Dalila Coelho: “A radiação UV pode causar lesões oftalmológicas agudas/imediatas ou a médio/longo prazo.

No caso das lesões oftalmológicas agudas/imediatas, destacam-se as queimaduras palpebrais e a fotoqueratite (queimadura solar da córnea). Nas lesões a longo prazo, destacam-se as cataratas (os raios UVA e UVB podem contribuir para a alteração da transparência do cristalino) e a degenerescência macular relacionada com a idade (doença que afeta a parte central da retina, a mácula, normalmente após os 60 anos, e pode estar relacionada com a toxidade da luz). Neste tipo de lesões, o efeito da radiação é cumulativo ao longo da vida.”

Existem ainda situações que aumentam a sensibilidade dos olhos aos raios UV, como a toma de medicamentos (alguns antibióticos, tratamentos para a psoríase e vitiligo, alguns antidepressivos e antiepiléticos). Também “as crianças operadas a cataratas congénitas ou de desenvolvimento estão mais sujeitas aos efeitos nocivos da radiação solar (como não têm cristalino, a quantidade de radiação que chega à retina é maior)”, exemplifica a médica oftalmologista.

Exposição solar

Evitar a exposição solar nas alturas de maior radiação, usar óculos e não esquecer o chapéu de abas largas, é a trilogia de cuidados essenciais a seguir para proteger os olhos. A escolha dos óculos de sol é determinante. Na opinião de Dalila Coelho, há um conjunto de requisitos que um bom par de óculos “escuros” deve cumprir:

  •  “É fundamental que tenha a capacidade de filtrar 100% as radiações UV (UV-A, UV-B e UV-C) e, se possível, também, a porção azul da luz visível.
  •  Certifique-se da presença do símbolo CE e da inscrição do standard a que obedece o fabrico. Na Europa existe um standard próprio (EN-1836 de 1997) que exige: identificação do fabricante; número da categoria do filtro; adequabilidade para conduzir.”
  •  Deve preferir lentes cinzentas ou castanhas de intensidade 2 a 3.

Nesta primavera siga os nossos conselhos para manter os seus olhos saudáveis. Faça dos óculos de sol os seus melhores aliados e sempre que estiver ao ar livre não se esqueça de seguir as medidas que ajudam a prevenir as alergias oculares.

Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
A presente informação não vincula a AdvanceCare a nenhum caso concreto e não dispensa a leitura dos contratos de seguros/planos de saúde, nem a consulta de um médico e/ou especialista.