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AdvanceCare | Cancro da Pele

Cancro da Pele

O cancro da pele é o tipo de cancro mais frequente nos indivíduos de raça branca (caucasiana), tendo a sua incidência vindo a aumentar progressivamente desde meados dos anos 60.

Em 90% dos casos, a exposição excessiva ao sol é considerada a causa mais frequente de cancro de pele. Quando diagnosticado atempadamente, tem elevadas taxas de cura.

Todos os novos sinais, pintas ou manchas que aparecem sobre a pele, ou alguma alteração naqueles já existentes, deve ser valorizada.

A regra ‘ABCD’, ajuda ao diagnóstico do cancro de pele no seu estádio inicial:

  • Assimetria: Se dividirmos o sinal ao meio, os dois lados devem ser iguais. Caso não sejam, deve ser investigado.
  • Bordas irregulares: verificar se a borda está irregular, serrilhada, não uniforme.
  • Cor: verificar se há várias cores misturadas numa mesma pinta ou mancha.
  • Diâmetro: verificar o aumento do tamanho do sinal ou mancha.

Existem três tipos essenciais de cancro da pele:

  • Basalioma ou Carcinoma Baso-Celular.
  • Carcinoma Espino-Celular ou Pavimento-Celular.
  • Melanoma Maligno.
cancro da pele

Melanoma, este cancro maligno pode desenvolver-se a partir de sinais já existentes.

Carcinoma Basocelular

O carcinoma basocelular é responsável por 70% dos cancros de pele e costuma desenvolver-se nas superfícies da pele que se encontram mais expostas à radiação solar (como rosto, pescoço, nariz, orelha, canto interno do olho e outras partes da face). Quando o tumor é retirado precocemente, a probabilidade de cura é elevada).

Os tumores têm início em formações muito pequenas, brilhantes, duras e salientes, que aparecem sobre a pele (nódulos) e que aumentam de volume lentamente (tão lentamente que podem, por vezes passar despercebidos).

Causas do Carcinoma Basocelular

  • Exposição solar – A exposição solar desprotegida agride a pele, causando alterações celulares que podem levar ao cancro. Quanto mais queimaduras solares a pessoa sofreu durante a vida, maior é o risco de desenvolver um carcinoma basocelular.
  • Idade e sexo – O carcinoma basocelular incide preferencialmente na quinta ou sexta década de vida, afetando mais homens do que mulheres.
  • Pessoas com pele, cabelos e olhos claros têm maior probabilidade de desenvolver cancro de pele, assim como aquelas que têm albinismo ou sardas pelo corpo. Uma pele que se queima e nunca se bronzeia, apresenta risco aumentado para cancro.
  • História familiar – O carcinoma basocelular é mais comum em pessoas que têm antecedentes familiares de cancro de pele.
  • Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido têm um risco aumentado de cancro de pele (leucemia, linfoma, pacientes que tomam medicamentos que suprimem o sistema imunológico ou que realizaram transplantes de órgãos).

Sintomas do Carcinoma Basocelular

O carcinoma basocelular pode ter uma aparência levemente diferente da pele normal, sendo mais comum no rosto, pescoço e outras partes do corpo mais expostas ao sol.

Assemelha-se a uma pérola, como se fosse recoberto de cera:

  • Pode ser branco, rosa claro, bege ou cor de pele.
  • Sangra com facilidade.
  • É semelhante a uma ferida que não cicatriza.
  • Pode formar crosta e segregar algum líquido.

Tratamento do Carcinoma Basocelular

O diagnóstico do carcinoma basocelular é feito através da observação clínica e de posterior biópsia.

Tal como acontece nos restantes cancros de pele, o tratamento mais adequado para o carcinoma basocelular é a excisão cirúrgica.

  • Idosos ou pessoas com co-morbilidade podem não ter indicação cirúrgica.
  • Há outras situações em que a cirurgia pode não ser suficiente para a excisão total do tumor. Nesses casos, o médico pode indicar outros tratamentos para erradicação do carcinoma.

Carcinoma de Células Escamosas

O carcinoma de células escamosas ou pavimento-celular é um cancro que se origina na camada intermédia da epiderme e que aparece nas zonas da pele que se encontram expostas ao sol, mas também em outras zonas do corpo, como a língua ou a mucosa bucal. Pode formar-se numa pele de aspeto normal ou numa pele que tenha sofrido queimaduras (embora muitos anos antes) pela exposição ao sol (queratose actínica).

O carcinoma de células escamosas começa como uma zona vermelha, com superfície com crosta descamativa, que não cicatriza. À medida que cresce, o tumor pode tornar-se nodular e duro e, por vezes, apresentar uma superfície verrugosa. Por fim, a lesão converte-se numa úlcera aberta, crescendo dentro do tecido subjacente.

Geralmente, os carcinomas de células escamosas só afetam a zona que os rodeia ao penetrar mais profundamente nos tecidos circundantes. Contudo, este tipo de cancro pode metastizar, tornando-se potencialmente mortal.

  • A forma inicial do cancro de pele das células escamosas é chamada de doença de Bowen (ou células escamosas in situ).
  • Queratose actínica é uma lesão de pele pré-cancerígena que raramente evolui para um cancro de células escamosas.

Causas do Carcinoma de Células escamosas

  •  Possuir pele de cor clara, olhos azuis ou verdes ou cabelo ruivo ou loiro.
  • Exposição solar diária e a longo prazo (como em pessoas que trabalham ao ar livre).
  • Queimaduras solares graves no começo da vida.
  • Idade avançada.
  • Ter realizado muitos raios-x.
  • Exposição química.

Sintomas do Carcinoma de Células escamosas

  • Aparecimento de uma lesão com superfície áspera, escamosa e manchas achatadas de cor avermelhada.
  • A forma inicial apresenta-se como uma macha encrustada, escamosa e avermelhada.
  • Qualquer alteração em verrugas, sinais, ou outras lesões de pele, podem ser sinal de cancro.

Tratamento do Carcinoma de Células escamosas

O diagnóstico do carcinoma de células escamosas é clínico, confirmado por biópsia.

O carcinoma de células escamosas e a doença de Bowen são tratados mediante a excisão cirúrgica.

A queratose actínica, uma irregularidade verrugosa que aparece na superfície da pele e que pode degenerar em carcinoma de células escamosas, é habitualmente tratada mediante a sua destruição com azoto líquido ou por aplicação de creme de fluorouracilo, que elimina as células que se dividem rapidamente.

Melanoma

O melanoma é o tipo de cancro da pele mais grave. Em Portugal surgem, anualmente, cerca de 700 novos casos de melanoma maligno.

O melanoma surge normalmente nas células pigmentares da pele – melanócitos – pode também ocorrer nos olhos (melanoma ocular ou melanoma intraocular). O melanoma raramente surge nas meninges, no aparelho digestivo, nos gânglios linfáticos ou noutras áreas onde há melanócitos.

O melanoma é um dos tipos de cancro mais comum na raça caucasiana. Apesar de poder aparecer em qualquer fase da vida, a probabilidade de desenvolver melanoma aumenta com a idade, podendo ocorrer em qualquer superfície da pele.

  • Nos homens, o melanoma encontra-se, muitas vezes, no tronco (zona entre os ombros e as ancas), cabeça e pescoço.
  • Nas mulheres, desenvolve-se muitas vezes na zona inferior das pernas.
  • A ocorrência de melanoma, na raça negra e noutras raças com pele escura é rara; quando se desenvolve em pessoas de pele escura, tende a ocorrer sob as unhas dos pés e mãos, na palma das mãos ou planta dos pés.

Quando o melanoma se espalha ou dissemina, podem aparecer células cancerígenas nos gânglios linfáticos vizinhos. Quando o tumor atinge os gânglios linfáticos, as células cancerígenas espalham-se para outras partes do corpo, tal como o fígado, pulmões ou cérebro (melanoma metastizado).

O melanoma pode começar como uma formação cutânea nova, pequena e pigmentada que aparece sobre a pele normal, muitas vezes nas zonas expostas ao sol, mas também se pode desenvolver a partir de sinais já existentes.
Ao contrário de outras formas de cancro da pele, o melanoma propaga-se rapidamente. Se o melanoma tiver crescido profundamente dentro da pele, propaga-se habitualmente através dos vasos linfáticos e sanguíneos e pode provocar a morte em questão de meses ou de poucos anos.
A evolução da doença é muito variável e parece depender das defesas do sistema imunológico. Algumas pessoas sobrevivem durante muitos anos num aparente bom estado de saúde, apesar da propagação do melanoma.

Causas do Melanoma

Os principais fatores de risco do melanoma são:

  • Pele clara e a exposição ao sol – uma vez que os raios ultravioletas provocam alterações ou mutações no DNA (e as pessoas de pele escura têm melanina que absorve a maioria desses raios UV antes de provocarem danos).
  • O melanoma pode surgir em áreas da pele menos expostas ao sol e em pessoas de pele escura, uma vez que a melanina não absorve todos os raios UV.
  • Fatores genéticos (suscetibilidade hereditária) que são responsáveis por 10% dos casos).
  • Exposição a determinados químicos cancerígenos.

Sintomas do Melanoma

  • Muitas vezes, o primeiro sinal de melanoma é uma alteração no tamanho, forma, cor ou textura de um sinal existente. A maioria dos melanomas apresenta uma zona preta ou preta-azulada. Também pode surgir como um novo sinal: pode ser preto, anómalo ou com “mau aspeto”.
  • Assimetria, bordos irregulares, presença de várias cores e alteração do diâmetro dos sinais, podem ser significativos.
    O melanoma, numa fase inicial, pode ser detetado quando um sinal existente sofre ligeiras alterações (como quando se forma uma nova zona negra).
  • Outros sintomas comuns de melanoma são o aparecimento de pequenas crostas (recém-formadas) e/ou comichão num sinal existente.

Num melanoma mais avançado, a textura do sinal pode modificar-se: pode tornar-se duro ou com protuberâncias. O melanoma pode ter uma aparência diferente de um sinal comum. Os tumores mais avançados podem dar prurido (comichão), exsudar ou sangrar. Regra geral, o melanoma não provoca dor.

Tratamento do Melanoma

O melanoma pode ser curado, se for diagnosticado e tratado enquanto o tumor não invadiu a pele em profundidade. No entanto, se não for removido numa fase inicial, as células cancerígenas podem disseminar-se e crescer para o interior da pele, invadindo os tecidos saudáveis. Quando um melanoma se torna espesso e profundo, pode significar que a doença se disseminou para outras partes do corpo, tornando-se difícil de controlar.

O diagnóstico do melanoma é feito através de uma biopsia (extração de uma amostra de tecido e exame ao microscópio).

Se o melanoma não se tiver propagado, a excisão cirúrgica pode contemplar uma probabilidade de 100% de cura. Contudo, a existência de um melanoma aumenta o risco de desenvolvimento de outros melanomas.

O tratamento do melanoma é cirúrgico, sendo que a probabilidade de sucesso na cirurgia depende do crescimento vertical do tumor. As pessoas com tumores cuja espessura vertical é menor que 0,76 mm sobrevivem quase todas a este cancro. Tamanhos inferiores a 1,7 mm ainda indicam prognóstico intermédio. Maiores tamanhos correlacionam-se com cada vez maiores taxas de mortalidade. O melanoma, se não for excisado na fase inicial, ainda pertence ao grupo dos cancros com alta taxa de mortalidade.

Doença de Paget

A doença de Paget é um tipo de cancro da pele raro que se parece com uma placa de pele inflamada e avermelhada (dermatite); origina-se nas glândulas cutâneas ou subcutâneas.

Como a doença de Paget costuma ter origem num cancro dos ductos mamários, o cancro geralmente forma-se à volta do mamilo.  A doença de Paget também costuma ter o aspeto de uma erupção vermelha, exsudativa e crostosa, localizada nas virilhas ou à volta do ânus. O tumor pode ter origem nas glândulas sudoríparas circundantes. A doença de Paget trata-se excisando cirurgicamente a totalidade do tumor.

Artigo revisto e validado pela médica Lídia Roque Ramos
Serviço de gastroenterologia do Hospital Garcia da Orta.
Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
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