O poder do pensamento positivo

O poder do pensamento positivo

É a força que nos motiva a ir mais longe. Faz bem ao corpo e à mente. Nem todos nascem otimistas, mas qualquer um pode aprender. Mostramos-lhe o poder do pensamento positivo.


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As mais de dois milhões de entradas no motor de busca online, ilustram bem a importância das palavras “pensamento positivo”. No mundo atual, é encarado como uma resposta face à adversidade. Uma crença que, segundo Ana Isabel Marcos, psicóloga clínica e psicoterapeuta, cria a “expectativa de um efeito imediato, no aqui e agora, equiparável à toma de um comprimido. “Por exemplo se ao acordar pensar que o meu dia vai correr bem acredito que vou ter um bom dia e deixar de me sentir ansiosa”. Pensar positivo é um processo profundo, mas tem vantagens reconhecidas. “Enquanto estratégia motivacional – eu vou ser capazo pensamento positivo pode trazer benefícios em diferentes áreas da vida da pessoa”, defende. Veja a vida de outra forma. 


Menos stress, mais saúde 

São vários os estudos de associam o pensamento positivo a qualidade de vida, saúde e até longevidade. Estima-se que o risco de doenças cardiovasculares é menor, a tensão arterial tende a descer e até o sistema imunitário sai reforçado. De acordo com investigadores da Concordia University (Canadá) pensar positivo ajuda a gerir o stress. No estudo que avaliou os níveis de stress em atividade diárias, concluiu que os participantes otimistas mantinham os níveis de cortisol (hormona associada à resposta ao stress) mais estáveis do que ou grupo pessimista. Na sua prática clínica, a psicóloga constata que “quando há uma melhoria da saúde mental do sujeito verificam-se benefícios na saúde física, por exemplo através da redução da medicação e na procura da prática do exercício físico pela primeira vez”. 


Pensar positivo. O que é?

“O pensamento positivo é uma estratégia de controlo das emoções no sentido de diminuição do medo e ansiedade vividos, pelo individuo, numa determinada situação ou previamente à mesma”, explica Ana Isabel Marcos. Perante a adversidade, é esta atitude que leva alguém a pensar vou ser capaz de vencer esta doença ou a procurar um psicólogo por algo que vive como desconfortável e que quer compreender e mudar. Cada pessoa é distinta, frisa a psicóloga, “não podemos esquecer que existe no sujeito uma subjetividade, uma realidade psíquica composta por vivências e emoções e como tal o resultado do pensamento positivo é referente à proporção do equilíbrio desse mundo psíquico”. 


Por onde começar 

Os alicerces da autoconfiança constroem-se desde bebé. “É importante que os pais e as outras pessoas com um papel ativo no crescimento da criança, verbalizem as capacidades e qualidades desta e a ensinem a lidar com os seus erros e fracassos”, recomenda. A forma como é vivido o erro é crucial. “A ligação do erro à vergonha induz o sentimento de incapacidade em obter sucesso e ao desenvolvimento da dificuldade em arriscar em situações futuras”, explica a psicóloga. Por outro lado, “ligar o erro à aprendizagem leva à compreensão do que não correu bem e à reflexão em como fazer numa próxima vez. Induz assim capacidade de iniciativa e persistência na obtenção do êxito”. 


Nunca é tarde 

Mesmo se algo falhou no desenvolvimento emocional da pessoa é possível aprender. “É um trabalho feito de 'dentro' para 'fora'”, explica a psicóloga cuja prática assenta no método psicodinâmico. “É importante que cada pessoa se aceite na sua diferença, singularidade, fomente momentos a sós (gostar de estar na sua companhia) e de convívio com os outros, aceite desafios, pois sem desafios não há transformação. E para que exista mudança temos de ser nós a mudar e não estar à espera da mudança nos outros”. Além das vivências afetivas precoces, o autoconceito e autoestima mais positivas advêm das experiências de vida em que o individuo reconheceu ter tido capacidades em realizar com êxito os desafios. Assim, “o reconhecer que fomos capazes e que apesar da ansiedade vivida (pois é suposto existir ansiedade) iremos voltar a ser capazes vai ajudar a gerir o stress e também vai permitir desenvolver a capacidade de gerir imprevistos”.

Ter uma atitude positiva contribui para reduzir em 42% o risco de mortalidade em pacientes com cardiopatia isquémica, revela estudo dinamarquês.

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