Problemas capilares: a minha primeira consulta

Problemas capilares: a minha primeira consulta

O cabelo é muitas vezes o primeiro a indicar que algo não está bem. Saber distinguir entre o que é natural e patológico é muito importante e, para isso, consultar um especialista é essencial. Explicamos-lhe aquilo que precisa de saber numa primeira consulta de problemas capilares e o que não deve deixar de perguntar.


problemas-capilares-a-minha-primeira-consulta


Sensível às oscilações hormonais, herança genética, dieta desequilibrada, stress ou acontecimentos marcantes do ponto de vista emocional, técnicas de cabeleireiro, penteados feitos diariamente ou produtos agressivos, o cabelo pode mostrar-se fragilizado, com fases de queda, por vezes acentuadas.

Segundo as estimativas, um cabelo saudável tem, em média, 15% dos folículos em fase de pausa (momento que antecede a queda), uma das etapas normais do ciclo capilar que demora cerca de 5 anos entre o nascimento de um fio e o seu fim. Os problemas capilares ocorrem quando este equilíbrio é afetado, acelerando os ciclos capilares (o cabelo passa mais rapidamente à fase de queda), aumentando o número de fios perdidos comparativamente aos que nascem entre outras situações. As causas podem ser diversas, bem como os tratamentos para as resolver, por isso a análise de um especialista é imprescindível. Se notar uma queda acentuada (no duche, na almofada ou ao pentear), perda de densidade capilar (cabelo mais fino ou espaçado) ou qualquer alteração ou desconforto ao nível do couro cabeludo – prurido, vermelhidão, descamação, oleosidade excessiva – deve procurar ajuda médica.


Consultar um especialista

Os profissionais envolvidos no diagnóstico podem ser médicos dermatologistas ou clínicos gerais. A consulta começa com uma entrevista, na qual o especialista tenta perceber o tipo de problema em causa. Também irá questionar o paciente acerca dos hábitos (alimentares, cuidados capilares, outros), história clínica e familiar para despistar eventuais patologias ou fatores genéticos.


Análise capilar

De seguida, é feita a análise capilar propriamente dita. Esta consiste na observação do couro cabeludo e cabelo diretamente, com ajuda de uma lupa e/ou com dermatoscópio. Este aparelho permite uma análise microscópica, tanto do couro cabeludo como da base do folículo e a haste capilar, graças à câmara que amplia a imagem até 20 vezes.


A informação que deve dar ao especialista e o que perguntar

Para colaborar com o médico na obtenção de um diagnóstico, pode preparar-se para a consulta, ou seja, reunir a informação e questões que possam ser relevantes. Uma boa estratégia consiste em:

  1. Anotar os sintomas e relatá-los ao especialista (quando surgiram, se tinha ocorrido algum acontecimento marcante nessa altura ou outros aspetos que considere relevantes).
  2. Indicar se tem antecedentes familiares de calvície.
  3. Indicar os medicamentos que toma habitualmente.
  4. Inclua ainda as questões ou dúvidas que tenha para garantir que ficará completamente esclarecida. Por exemplo:
  • “É normal caírem muitos cabelos quando me penteio?”
  • “Que tipos de tratamentos existem? Quais são as contraindicações de cada um deles?”
  • “Quais são as diferenças entre os tratamentos capilares e os transplantes capilares?”
  • “Os transplantes capilares duram para sempre?”

Exames adicionais

Para além da entrevista e da observação, o médico poderá solicitar análises (sanguíneas, hormonais) ou ecografia (no caso das mulheres), para despistar alguma disfunção hormonal ou patologia (como doenças autoimunes que podem provocar alopecia). Manter um diálogo franco com o médico desde o início é fundamental, uma vez que a existência de alguma patologia não comunicada poderá interferir no resultado do tratamento proposto ou até aumentar o risco de inflamação e foliculites (por exemplo: o laser capilar não está indicado para pessoas que tenham pacemaker).


Etapas seguintes

Após o diagnóstico é definido o plano de tratamento. Este pode englobar uma ou mais abordagens terapêuticas, consoante o problema e objetivo a atingir. Para além da toma de medicamentos ou suplementos vitamínicos, existem técnicas que permitem estimular e fortalecer o crescimento como a mesoterapia capilar (pequenas injeções subcutâneas), o laser capilar (estimulação por foto terapia) ou os tratamentos transdérmicos (aplicação tópica de princípios ativos específicos com a ajuda de eletroestimulação). Quando o problema não responde à estimulação folicular pode ser realizado o transplante de folículos saudáveis (retirados de outras zonas do couro cabeludo) para redensificar a zona calva. A duração dos tratamentos é variável, segundo a técnica usada e o problema a tratar. Regra geral, a pessoa pode retomar a vida normal logo a seguir, devendo apenas respeitar algumas precauções (cuidados capilares, limpeza, exposição solar). Informe-se com o seu médico sobre o que deverá ou não fazer.

A queda de cabelo é um problema comum mas que podem ter repercussões na saúde e imagem da pessoa. Face à persistência dos sintomas, consultar o médico para fazer um diagnóstico e definir o tratamento a seguir é essencial.

Este artigo foi útil?

Conselho cientifico

Conteúdo revisto

pelo Conselho Científico da AdvanceCare.

A presente informação não vincula a AdvanceCare a nenhum caso concreto e não dispensa a leitura dos contratos de seguros/planos de saúde nem a consulta de um médico e/ou especialista.

Downloads

Consulte os nossos guias para hábitos saudáveis:

Sympton Checker

Utilize a nossa ferramenta de diagnóstico de sintomas.

Programas AdvanceCare relacionados

Artigos relacionados