Sinais e sintomas da diabetes

Saúde e Medicina
Última atualização: 09/11/2023
  • Os sintomas da diabetes relacionam-se com a quantidade de açúcar no sangue.
  • A identificação precoce desta doença crónica permite adaptar o tratamento às necessidades de cada indivíduo.
  • Através do programa Care&Go – Nutrição pode ter um acompanhamento personalizado.
diabetes

Os sinais de alarme desempenham um papel fundamental na identificação precoce da diabetes, permitindo que seja iniciado um tratamento adequado.

O que é?

A diabetes é uma condição crónica metabólica que ocorre quando o corpo não produz insulina suficiente ou não a consegue utilizar.

A insulina é uma hormona produzida no pâncreas, que tem como função transportar a glicose do sangue para o interior das células, onde esta é utilizada para produzir energia. Quando a insulina está em falta ou não atua adequadamente, os níveis de glicose no sangue sobem.

A diabetes caracteriza-se por valores elevados de açúcar no sangue (hiperglicemia crónica).

Quais os tipos de diabetes?

A diabetes pode subdividir-se em função do mecanismo que determinou o aparecimento da doença, existindo três tipos mais comuns: diabetes tipo 1, tipo 2 e gestacional.

O tipo 1, também conhecido como insulinodependente, deve-se a uma destruição autoimune do pâncreas, afeta 10% dos casos de diabetes e surge maioritariamente em crianças e jovens. Como o nome indica, neste tipo de diabetes as pessoas necessitam de realizar terapêutica com insulina durante toda a vida.

O tipo 2 é causado pela resistência à insulina, surge em 90 a 95% dos casos e afeta sobretudo adultos a partir dos 50 anos.

A diabetes gestacional pode ocorrer durante a gravidez e resulta da maior resistência à insulina, geralmente ocorre em grávidas com história familiar de diabetes, obesidade ou aumento excessivo de peso gestacional.

Quais os sinais de alarme e sintomas?

Sinais de alarme

Os sinais de alarme na diabetes desempenham um papel fundamental na identificação precoce da doença, permitindo que as pessoas iniciem tratamento adequado e adaptem o seu estilo de vida.

No caso da diabetes tipo 1, o seu aparecimento é repentino e provoca micções frequentes, sede excessiva, muita fome, emagrecimento rápido, sensação de fadiga e dores musculares, náuseas, vómitos ou dores de cabeça.

A diabetes tipo 2 surge mais lentamente e os seus sinais incluem sede, vontade de urinar frequentemente, cansaço, comichão intensa e, por vezes, perda de peso.

Na diabetes gestacional ocorre necessidade de urinar com mais frequência, muita fome, sede e visão turva.

Sintomas

Os sintomas da diabetes relacionam-se com a quantidade de açúcar no sangue, seja pela hiperglicemia (aumento da glicose acima de 100mg/dl) ou hipoglicemia (quando os níveis de açúcar no sangue descem abaixo do limite inferior normal 70/80 mg/dl).

Sintomas de hiperglicemia
  • visão turva;
  • sensação de boca seca e muita sede;
  • transpiração excessiva e cansaço;
  • urinar frequentemente e em muita quantidade;
  • muita fome;
  • comichão (especialmente na zona genital).
Sintomas de hipoglicemia
  • cansaço e fraqueza;
  • sensação de fome;
  • palpitações;
  • suores frios e tremores;
  • irritabilidade e ansiedade;
  • palidez.

Como se diagnostica?

O diagnóstico de diabetes é realizado através de análises ao sangue:

Glicemia em jejum

A glicemia em jejum mede o nível de glicose no sangue após um jejum de 8 a 12 horas.

Hemoglobina glicosada

Também conhecido como exame de Hb1Ac, este teste permite analisar a média dos valores de glicose no sangue nos últimos 2 a 3 meses.

Prova de tolerância à glicose oral

Este teste analisa como o corpo reage ao açúcar, avaliando os níveis de glicose no sangue após a ingestão de um líquido com 75g de glicose.

Quais os tratamentos?

Os indivíduos com diabetes tipo 1 fazem tratamento com insulina (insulinoterapia), que é administrada várias vezes por dia por via subcutânea. A insulinoterapia deve ser acompanhada pela vigilância da glicemia, assim como por uma alimentação saudável e prática de exercício regular.

No caso da diabetes tipo 2, a glicemia é vigiada através de antidiabéticos orais. Pode não ser necessária medicação, dado que é possível controlar este tipo de diabetes através da adoção de um estilo de vida saudável, restrição de alimentos hipercalóricos, prática de exercício físico, medicamentos que facilitam a ação da insulina. Por outro lado, em determinados casos ou fases mais avançadas da doença, pode ser necessária a administração de insulina.

Na maioria dos casos, a diabetes gestacional termina a seguir ao parto, por isso o seu tratamento ocorre através da vigilância dos níveis de açúcar no sangue.

Como prevenir?

Atualmente, a diabetes tipo 1 não pode ser prevenida. Ainda estão sob investigação as causas que poderão estar na origem do processo que resulta na destruição das células produtoras de insulina.

Existe uma grande evidência de que as mudanças de estilo de vida podem ajudar a prevenir o desenvolvimento de diabetes tipo 2, tais como:

  • ter uma vida ativa através da prática de exercício físico;
  • ingerir, no mínimo, 1,5L de água por dia;
  • controlar o peso;
  • ter uma alimentação equilibrada, evitar estar 3-4 horas em comer, incluir sempre o pequeno-almoço na rotina, evitar jejuns noturnos superiores a 8 horas, incluir legumes e salada nas refeições, optar por alimentos ricos em fibra (para reduzir a absorção de açúcar) e por lácteos com baixo teor de gordura e sem adição de açúcar.

Além disso deve-se evitar o consumo de muita gordura ou comida frita, alimentos açucarados e álcool.

Em caso de dúvida, deve procurar um especialista para a elaboração de um plano nutricional individualizado às necessidades alimentares, ao peso e ao controlo da diabetes.

Consulte o programa Care&Go – Nutrição para um acompanhamento personalizado.

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