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AdvanceCare | Hygge: O segredo para a felicidade

Hygge: O segredo para a felicidade

O conceito surgiu na Dinamarca mas está a ficar popular em todo o mundo. Trata-se de um modo de vida que, quando praticado, potencia o sentimento de felicidade. Contamos-lhe tudo sobre esta nova forma de estar que está a revolucionar mentalidades.

Chá e hygge. Esta é a receita dada por muitos médicos dinamarqueses para curar uma constipação. O hygge (pronuncia-se hue-guh) é o conceito a que muitos atribuem os altos níveis de felicidade dos dinamarqueses. Com origem na antiga palavra norueguesa hugga que significa confortar ou consolar, o hygge não tem uma tradução direta para português, mas ideias como conforto, familiaridade, segurança, contentamento ou felicidade traduzem a ideia em que se baseia.

Beber um chá à lareira num dia de chuva é hygge, fazer um bolo e chamar amigos para o partilhar também. Ter a família e amigos reunidos à volta de uma mesa numa longa noite de conversa são uma das suas traduções mais puras. E, se é verdade que os longos invernos dinamarqueses convidam à prática do hygge, a verdade é que as experiências não se esgotam no tempo frio. Um passeio de bicicleta, um piquenique no parque ou um churrasco com amigos são igualmente hygge.

Ter consciência de estar a viver um bom momento – quer seja simples ou especial – e dar atenção aos pequenos gestos são essenciais neste modo de estar. E há mesmo quem diga que o hygge não é mais do que a arte de criar intimidade: consigo mesmo, com os outros ou com o espaço em que se está.

Hygge e bem-estar psicológico

“O resto do mundo parece estar a acordar para o que os dinamarqueses sabem há gerações: que ter um tempo agradável e relaxado com família e amigos, frequentemente com café, bolo ou cerveja, pode ser bom para a alma”, afirma Helen Russell, autora do livro The year of living Danishly: uncovering the secret of the world’s happiest country .

Aspetos do hygge como a promoção de uma atitude mais relaxada, menos auto-crítica e mais amável para o indivíduo, focada no presente e nos prazeres do dia-a-dia são, para alguns autores, bons promotores do bem-estar psicológico. “Os estudos mostram que as pessoas com mais capacidade para serem boas para si próprias em vez de serem terrivelmente auto-críticas tendem a ter melhor saúde mental e um maior nível de satisfação com a vida”, afirmou Mark Williamson, diretor do think tank e movimento de mudança social Action for Happiness, numa entrevista recente à The New Yorker. Williamson sublinha a importância dos relacionamentos como outro aspeto fundamental. “O mais importante contribuidor para o nosso bem-estar psicológico é a força dos nossos relacionamentos. E o hygge, definitivamente, leva à promoção de um tempo mais próximo e íntimo com aqueles que nos são queridos”, diz Williamson para quem, no limite, uma cultura mais hygge pode contribuir para indivíduos e famílias mais felizes e para comunidades mais solidárias.

Manifesto hygge

Meik Wiking, autor de O livro do hygge – o segredo dinamarquês para ser feliz e presidente do Happiness Research Institut também aponta o hygge como uma das formas mais simples e eficazes de ser feliz. Numa entrevista ao Observador, referiu que, mais do que em objetos, este é um conceito que tem por base experiências e sensações. “Desde passar uma tarde preguiçosa a aproveitar o bom tempo ou ter uma conversa infindável sobre as pequenas ou grandes coisas da vida com amigos. Não há melhor maneira de sentir o que é o hygge do que aninhados no sofá com alguém que amamos, a partilhar com o nosso melhor amigo aquela comida que nos conforta ou ao acordar com a primeira luz de uma manhã de céu limpo”, garante Wiking, que deixa os dez princípios do Manifesto hygge, a quem quiser lançar-se neste modo de vida.

  1. Ambiente – baixe a luz
  2. Presença – viver o aqui e agora, desligar o telemóvel
  3. Prazer – chocolate, café, bolo, um banho quente
  4. Igualdade – “nós” em vez de “eu”, partilhar o tempo
  5. Gratidão – apreciar o momento
  6. Harmonia
  7. Conforto – descontração
  8. Tréguas – viver sem dramatismos, deixar para outro dia uma conversa desagradável
  9. Convívio – criar relacionamentos e narrativas
  10. Refúgio – criar um lugar de paz e segurança