Lagom, a nova tendência sueca para uma vida equilibrada

Lagom, a nova tendência sueca para uma vida equilibrada

Se 2016 foi o ano do hygge, a receita da felicidade que veio da Noruega, 2017 pode muito bem ser o ano do lagom, o conceito sueco para uma vida mais simples. E como? Com equilíbrio. Há que encontrar a medida certa – nem mais nem menos.


lagom


Perseguir a felicidade está na natureza humana. Quantas vezes, nos desejos de virar de ano o que se pede é, apenas, “ser feliz”. Apenas? Na verdade, não é assim tão simples. Porque a felicidade tem muito que se lhe diga. E não há fórmulas mágicas. Mas há povos cuja filosofia de vida os coloca mais próximo desse sonho.

Os dinamarqueses são um deles. Descobriram o hygge, palavra intraduzível, mas que simboliza uma espécie de aconchego, no ambiente e na relação entre pessoas, que faz deles os mais felizes do mundo. Talvez o espírito da felicidade seja mais nórdico do que sulista, porque os suecos parecem também ter encontrado o seu caminho para a felicidade – o lagom.

É uma forma de estar na vida que privilegia a harmonia, o equilíbrio, a moderação e a satisfação, aqui entendida como contentamento. A síntese é de Lola A. Akerstrom, autora de “Lagom – o Segredo Sueco para Viver Bem”, editado entre nós pela Presença. Outra autora, Linnea Dunne, define no seu “Lagom: A Arte Sueca para Uma Vida Equilibrada”, publicado pela Nascente, que lagom é, nada mais, nada menos, do que a medida certa.

 Ambos explicam que é muito mais do que uma palavra ou um conceito: é um modo de vida. O princípio base remete para uma expressão que, na verdade, faz parte do léxico português – no meio é que está a virtude. E aplica-se a tudo: às relações sociais, aos bens que se adquirem, aos comportamentos, às horas que se dedicam ao trabalho e à família, às porções de comida que se colocam no prato. E repercute-se, necessariamente, num conjunto de valores que são reconhecidos à sociedade sueca: confiança, despretensão, modéstia, ênfase na comunidade e não no individuo.


Conheça os conselhos das duas autoras sobre este modo de vida:

  • Na relação com os outros, o lagom privilegia momentos de silêncio em detrimento da conversa de circunstância ou de uma conversa em que se afirma o óbvio. A quietude e a reserva são vistas como confortáveis. Mas que não se confundam com frieza: porque esta filosofia de vida incentiva a partilha de emoções – o choro e o riso são bem-vindos no momento certo. Sem esmagar os outros: porque é preciso escutar mais e falar menos.
  • Na alimentação, a palavra de ordem é moderação, mas anda de mãos dadas com a sustentabilidade. A simplicidade vence a complexidade na cozinha, privilegiando-se não apenas o conforto que a comida vai proporcionar, mas cada vez mais o modo como os alimentos chegam às prateleiras e aos pratos. O excesso fica de fora: porquê comer duas ou três fatias de bolo quando uma chega? Não é por questões económicas, porque os suecos têm dos índices mais elevados de poder de compra e qualidade de vida. Mas por respeito para com os recursos.
  • Na vida profissional reina o equilíbrio. As maratonas de trabalho, os serões no escritório são completamente anti-lagom. Pelo contrário: são incentivadas as pausas para convívio com os colegas e para descansar a mente. Há até uma palavra para estes momentos – fika.
  • Na moda, no design e na arquitetura, não há lugar para excessos. A simplicidade e a sobriedade imperam, nas linhas e nas formas – sem ornamentos e práticas e funcionais- e até nas cores, onde predominam os tons neutros, com a vitalidade a ser garantida por apontamentos de cor. Os conceitos são minimalistas, mas o conforto e a elegância não se perdem.
  • Nas compras, o que importa é que os objetos sejam para durar, para proporcionar prazer, mas sem escravizar. Quer se fale numa peça de vestuário, quer se fale num automóvel. O conceito de “estar na moda” ou o “ter por ter” não se coadunam com o lagom.

Os ideólogos do lagom recomendam um exercício também ele simples: em vez de se questionar se pode fazer melhor ou se deverá esforçar-se mais, deve perguntar a si próprio se o que fez é suficientemente bom e se deu o seu melhor. O foco está no equilíbrio, no contentamento, na medida certa. Nem de mais, nem de menos.

Este artigo foi útil?

Conselho cientifico

Conteúdo revisto

pelo Conselho Científico da AdvanceCare.

A presente informação não vincula a AdvanceCare a nenhum caso concreto e não dispensa a leitura dos contratos de seguros/planos de saúde nem a consulta de um médico e/ou especialista.

Downloads

Consulte os nossos guias para hábitos saudáveis:

Sympton Checker

Utilize a nossa ferramenta de diagnóstico de sintomas.

Programas AdvanceCare relacionados

Artigos relacionados