Cinco doenças oftalmológicas a que deve estar atento

Uma dor, inchaço ou até uma simples irritação nos olhos são sinais que não devem ser ignorados. Reunimos algumas das doenças oftalmológicas mais comuns para o ajudar a detetar sintomas e perceber quais os tratamentos adequados. As consultas de rotina são essenciais para evitar o aparecimento de problemas e, no caso de já ser inevitável, colmatar danos maiores. Alergias, cataratas e conjuntivites são algumas das doenças mais comuns, não escolhem género e podem aparecer em qualquer idade.


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1. Conjuntivite 

conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, membrana transparente que recobre o globo ocular e a parte interna da pálpebra. É uma das doenças oftalmológicas mais comuns. Em algum período da sua vida, praticamente toda a gente já teve uma conjuntivite. Mas por razão surgem? As causas podem ser várias, mas comecemos por perceber do que se trata. A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, uma membrana que reveste os olhos e as pálpebras. Como consequência, os olhos ficam vermelhos e lacrimejantes e aparecem sintomas como comichão e secreção. A conjuntivite infeciosa é transmitida por vírus, fungos ou bactérias e é extremamente contagiosa. Já a conjuntivite alérgica é a mais comum e geralmente é provocada por substâncias que provocam alergia, como pólen, o pelo de animais ou o pó da casa. Este tipo de conjuntivite não é transmissível e ocorre mais vezes na primavera e no outono. Por fim, a conjuntivite pode ser tóxica quando é provocada por uma irritação causada, normalmente, por produtos químicos, como por exemplo a tinta do cabelo ou produtos de limpeza, ou até por alguma substância que fique presa no olho.

A melhor forma de identificar o tipo de conjuntivite é consultar um médico e, até lá, prevenir o contágio, evitando partilhar objetos que estejam em contacto com a cara, como tolhas ou almofadas. Importante será também lembrar que o tempo de incubação de uma conjuntivite — período durante o qual a pessoa é contagiosa, mas os sintomas ainda não se manifestaram — vai de um a quatro dias e que os primeiros sintomas aparecem já na fase aguda da doença e podem durar até 15 dias.  


2. Cataratas

A catarata consiste na opacificação do cristalino, uma espécie de lente natural do olho, transparente e que permite a focagem dos objetos de longe e de perto. Quando este perde a transparência e impede a passagem da luz de forma clara até à retina, o doente sofre uma perda progressiva de visão.

A causa mais frequente de catarata ocular é o processo natural de envelhecimento que ocorre, normalmente, a partir dos 45 anos. Nessa altura, e caso se confirme o diagnóstico, é possível que surjam sintomas como visão turva, sensibilidade à luz, diminuição da visão noturna e da sensibilidade às cores. O único tratamento da catarata é a cirurgia, durante a qual essa lente natural mais opaca é substituída por uma lente artificial.


3. Glaucoma

O glaucoma surge quando há uma alteração dos fluidos intraoculares que determina a sua acumulação, com consequente aumento da pressão que, se não for corrigida, determina a morte dessas células com perda gradual da visão. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, é uma das principais causas de cegueira nos adultos no mundo ocidental e estima-se que uma em cada sete pessoas cegas seja vítima de glaucoma. O glaucoma só pode ser detetado após exames realizados pelo oftalmologista, que vai determinar qual o tratamento a ser aplicado e que pode ir desde a aplicação de colírios que controlam a pressão intraocular até tratamentos com laser ou cirurgia.


4. Alergia ocular

Pode não ser uma das doenças oftalmológicas mais graves, mas é com certeza uma das mais incomodativas. Irritação, comichão, ardor, olhos lacrimejantes e sensibilidade à luz são alguns dos sintomas das alergias, que surgem como resposta do sistema imunológico às substâncias alergénicas como o pólen, o pó, o pelo de animal e alguns alimentos. O ideal é apostar na prevenção e evitar o contacto com aquilo que espoleta a alergia e, quando os primeiros sintomas surgem, o alívio pode vir com um tratamento feito à base de gotas oculares, pomadas oftálmicas e anti-histamínicos. O tratamento varia consoante a gravidade dos sintomas mas, no caso das gotas, não devem exceder os dois dias de aplicação sem consultar um oftalmologista.


5. Descolamento da retina

A retina é uma fina estrutura de tecido nervoso que reveste a parte interna do olho. Quando parte ou a totalidade da retina se desprende da parte posterior do olho, há o descolamento da retina. Entre os problemas que afetam a visão, este é considerado um dos mais graves. O facto de não provocar dor, vermelhidão ou secreção - como habitualmente acontece com outras doenças oftalmológicas - obriga a estar mais atento aos sintomas, que podem surgir em forma de pontos ou manchas na visão, flashes de luzes ou mesmo perda súbita da visão. A cirurgia é a solução e será o médico especialista a determinar qual a abordagem adequada a cada caso.

Atenção: seja qual for a situação — uma conjuntivite passageira ou um glaucoma mais grave — o importante é não negligenciar os sintomas de uma potencial doença oftalmológica e procurar ajuda junto de um profissional.

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