Métodos contracetivos: a pílula não é a única solução

Métodos contracetivos: a pílula não é a única solução

A pílula é o método contracetivo mais comum, mas existem outras opções. Neste artigo dizemos-lhe o que deve saber sobre cada método e quais as vantagens e desvantagens dos métodos contracetivos.


thinkstockphotos-652169286


Há quem os use para evitar as dores menstruais ou até mesmo para controlar a acne na adolescência. Mas nunca é demais lembrar a verdadeira função dos métodos contracetivos: o de reduzir a possibilidade de engravidar após uma relação sexual. E se há uns anos a resposta feminina sobre qual método escolher recaia inevitavelmente para a pílula, atualmente a escolha é muito mais variada.

São vários os estudos que defendem que a toma da pílula aumenta o risco de desenvolver cancro de mama. De acordo com a American Cancer Society, o risco parece diminuir abruptamente assim que a mulher deixa de tomar os contracetivos orais e, após dez anos, desapareça por completo.

Mesmo com essa ressalva, nada como ver as opções que vão além da contraceção oral. Desde adesivos, anéis ou implantes, com maior ou menor carga hormonal, são várias as opções. Damos-lhe uma ajuda a escolher o melhor método contracetivo para si, sempre com a ressalva que esta decisão deve ser orientada por um profissional de saúde.


Pílula

É um método contracetivo oral que combina duas hormonas em pequenas quantidades, o estrogénio e a progesterona. A toma é geralmente diária e dura três semanas, seguida de uma semana de interrupção, durante a qual geralmente ocorre a hemorragia de privação (menstruação).

Vantagens

  • Diminui as dores menstruais.
  • Regula os ciclos e diminui a intensidade do fluxo menstrual.
  • Se tomada corretamente, a eficácia é praticamente de 100%.

Desvantagens

  • O uso de pílulas anticoncecionais não é recomendado para mulheres fumadoras, mulheres que tenham valores elevados de pressão arterial e mulheres com tendência para trombose ou insuficiência hepática.
  • A sua eficácia pode ficar comprometida devido a problemas intestinais que causem, por exemplo, diarreia e vómitos.
  • Não protege contra outras doenças sexualmente transmissíveis.

DIU - dispositivo intrauterino

O Dispositivo Intrauterino, conhecido como DIU, é um método contracetivo feito de plástico flexível moldado em forma de T que é introduzido no útero. Só pode ser colocado e removido pelo ginecologista, e embora possa começar a ser usado em qualquer momento do ciclo menstrual, deve ser colocado, preferencialmente, nos 12 primeiros dias do ciclo.

Vantagens

  • Garante contraceção durante 5 a 7 anos.
  • O aparelho, se for de cobre, não envolve o uso de hormonas e, por isso, tem menos efeitos colaterais associados, como mudanças de humor, alteração do peso ou diminuição da libido.
  • Não há hipótese de esquecimento, como acontece com a pílula.

Desvantagens

  • Tem que ser colocado por um ginecologista.
  • Sangramentos mais intensos durante o período menstrual.
  • Por ser um corpo estranho ao organismo, há um maior risco de infeção no útero.     

Anel vaginal

Trata-se de um anel flexível com cerca de cinco centímetros que é introduzido na vagina, como se fosse um tampão. Este método contracetivo é utilizado durante três semanas e depois é retirado para que um novo anel seja colocado uma semana depois. Nesse intervalo de tempo, ocorre a hemorragia. O anel liberta hormonas diretamente através das paredes da vagina sem passar pelo trato gastrointestinal, o que permite que as doses de hormonas sejam inferiores às da pílula, por exemplo.

Vantagens

  • Só é preciso colocar uma vez por mês e essa colocação pode ser feita em casa.
  • A dose hormonal é bastante baixa.
  • Quando colocado corretamente, não é desconfortável e não interfere na relação sexual.

Desvantagens

  • É raro acontecer, mas o anel pode ser expelido acidentalmente. Nesses casos, se ficar fora da vagina por mais de três horas, a eficácia deste método contracetivo fica comprometida.
  • Podem ocorrer pequenos sangramentos ao longo do ciclo.
  • É desaconselhado para mulheres com mais de 35 anos, uma vez que a carga hormonal propicia o aparecimento de doenças tromboembólicas.

Implante

O implante hormonal tem aproximadamente 4 centímetros de comprimento e 2 milímetros de espessura. É um implante feito de plástico, macio e flexível. Normalmente, o implante é colocado no braço, através de uma pequena intervenção realizada por um médico ginecologista. Este método contracetivo impede a gravidez porque atua na interrupção da libertação dos óvulos pelo ovário. Além disso, altera o muco cervical e o revestimento do útero, o que pode impedir, por um lado, que os espermatozoides entrem no útero e, por outro, que o óvulo se possa lá implantar.

Vantagens

  • Só precisa de ser substituído de três em três anos.
  • A sua eficácia é comparada à esterilização feita por via cirúrgica, ou seja, 99,9%.
  • Pode ser aplicado em casos em que a toma de estrogénio está contraindicada.

Desvantagens

  • A menstruação tende a ficar mais irregular.
  • Não protege contra doenças sexualmente transmissíveis.
  • Obriga a uma ida ao médico para que seja implantado.

Preservativo (masculino e feminino)

É um dos métodos contracetivos mais populares e impede também a propagação de doenças sexualmente transmissíveis. Feito normalmente de látex, atua capturando o esperma quando ele é libertado, impedindo que este entre na vagina. Há ainda a versão feminina, que tem a mesma função, com a vantagem de que o preservativo pode ser colocado na vagina até oito horas antes da relação e não é necessário que seja retirado imediatamente após a ejaculação.

Vantagens

  • Tem dupla proteção: evita a gravidez e protege contra doenças sexualmente transmissíveis.
  • Não tem hormonas e, por isso, não tem qualquer efeito secundário.
  • Existem vários modelos no mercado que permitem a adaptação a cada caso.

Desvantagens

  • Obriga a uma interrupção do ato sexual.
  • Pode rasgar-se ou sair durante a relação sexual se não for colocado corretamente.
  • No caso de alergia ao látex pode causar irritação. Para esses casos aconselha-se o uso de preservativos de poliuretano.

 Existem várias opções no mercado em termos de métodos contracetivos, cada um com vantagens e desvantagens que importa considerar. Além disso, é sempre bom recordar que é essencial consultar um médico ginecologista para que este avalie qual é a melhor opção para cada caso.

Este artigo foi útil?

Conselho cientifico

Conteúdo revisto

pelo Conselho Científico da AdvanceCare.

A presente informação não vincula a AdvanceCare a nenhum caso concreto e não dispensa a leitura dos contratos de seguros/planos de saúde nem a consulta de um médico e/ou especialista.

Downloads

Consulte os nossos guias para hábitos saudáveis:

Sympton Checker

Utilize a nossa ferramenta de diagnóstico de sintomas.

Programas AdvanceCare relacionados

Artigos relacionados