A relação dos jovens com os gadgets é saudável?

Sabia que o uso intensivo de gadgets pode abrir caminho a várias patologias? É verdade. Os sinais de alarme? Ansiedade, insónias, dores musculares, dores de ouvido ou dores de cabeça. A boa notícia é que é possível manter uma relação saudável com as novas tecnologias. O segredo? Moderação.


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Os smartphones, tablets, iPod e computadores portáteis são vendidos a preços cada vez mais acessíveis e quase todos os jovens têm pelo menos um destes aparelhos. O acesso quase automático a informação, aos amigos, música e jogos torna difícil resistir à tentação de estar sempre “ligado”. E o excesso pode criar dependência. Um estudo conduzido pelo International Center for Media & the Public Agenda (ICMPA) deu o alerta: 4 em cada 5 estudantes sentiam-se cansados físicamente e mentalmente e com a sensação de estarem isolados se fossem forçados a estar afastados de qualquer tipo de tecnologia durante um dia inteiro. Segundo o estudo, a abstinência do uso de gadgets poderia ainda originar crises de ansiedade e depressão.


Telemóvel e radiação

Não está comprovado cientificamente que a radiação emitida pelos telemóveis seja prejudicial para a nossa saúde. De qualquer forma, a Food and Drug Administration (FDA) recomenda, para todas as idades, que o aparelho seja utilizado apenas para conversas breves e, de forma a aumentar a distância entre este e a cabeça, se use auriculares/ou se converse em alta voz.


Volume no máximo

Os jovens são a faixa etária mais em risco de perda de audição quando se fala da utilização excessiva de iPod e de dispositivos similares: é que habitualmente já tendem a ouvir a música muito alto – um dos principais fatores de risco evitáveis para a surdez e com estes aparelhos, a música penetra diretamente no aparelho auditivo através dos auriculares/headphones, agredindo-o. A longa duração da bateria destes aparelhos, que permite desfrutar das bandas preferidas horas seguidas e o uso sistemático dos auriculares/headphones pode provocar perda de audição, dor de cabeça e alterações ao nível do sistema nervoso.


As dores do computador

São muitas as horas que os jovens passam ao computador, seja em lazer ou a realizarem trabalhos para a escola, prejudicando o conforto e até a saúde, principalmente devido a erros de postura ou à utilização de uma cadeira que não é adequada. Esse esforço pode resultar em dores musculares e articulares, nomeadamente a nível das mãos, braços, ombros, pescoço e costas.


Mobile no quarto

A tentação de ver o e-mail ou de dar uma última vista de olhos pelas redes sociais faz com que, muitas vezes, os jovens (e muitos adultos) utilizem o smartphone ou o tablet quando já estão deitados. Mas, a verdade é que este hábito pode impedir uma boa noite de sono. A luz emitida por estes gadgets inibe a produção de melatonina, hormona que intervém na regulação do sono. O resultado pode ser uma maior dificuldade em adormecer ou mesmo a alteração do ciclo normal de sono.


Dedos: os mais lesados

São os dedos que mais sofrem com o uso excessivo dos gadgets, por exemplo, para enviar mensagens escritas do telemóvel, da utilização do tablet ou do comando da consola de jogos: dormência, sensação de latejar e dor são alguns dos sintomas do esforço a que os dedos são submetidos e que podem indiciar uma inflamação dos tendões, ou seja, uma tendinite.


Para um convívio saudável com os gadgets

É possível para os jovens serem fãs dos gadgets sem prejudicarem a saúde. Saiba como:

  • O tempo de utilização do computador, tablet e smartphone deve ser limitado – quando se tratam de crianças e adolescentes, os pais devem impor regras específicas como desligar os aparelhos antes de jantar, por exemplo.
  • Ao falar ao telemóvel, devem-se usar auriculares ou utilizar o sistema de alta voz.
  • Ao computador, deve ser usada uma cadeira ergonómica, mantendo as costas direitas e os pés assentes no chão, de modo a formar um ângulo de 90º.
  • O ecrã do computador deve estar ao nível dos olhos ou um pouco abaixo.
  • Devem ser feitas pausas regularmente. O jovem deve levantar-se, rodar o pescoço para um lado e depois para o outro, esticar as pernas e os braços e andar um pouco.
  • Ao ouvir música no iPod ou mesmo no telemóvel ou computador, o volume deve ser sempre moderado e o tempo de utilização limitado.

É inevitável os jovens serem atraídos pela tecnologia. Mas, é possível tirar partido dos gadgets sem que o bem-estar e a saúde se ressintam. Como em tudo, moderação é o segredo e sempre que possível, os pais devem ser os “fiéis da balança”. Os jovens devem ser encorajados a praticar exercício físico, atividades ao ar livre e em família, conversar com os amigos “em presença” em vez de trocarem mensagens e descobrirem hobbies que lhes deem prazer e que sejam relaxantes.

Na presença de sinais de alarme como ansiedade, insónias, dores musculares e articulares, dores de ouvido ou dores de cabeça, é importante procurar aconselhamento médico.

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pelo Conselho Científico da AdvanceCare.

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