Nascer…naturalmente!

Nascer…naturalmente!

Cesariana ou parto natural? Muitas mães já não se questionam, pois sentir o bebé nascer é uma experiência única que cada vez mais mulheres querem vivenciar.


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Uma experiência única e inesquecível, garante a maior parte das mães, confirmando que aquele momento cimentou uma relação que há meses se vinha estabelecendo e reforçando, à medida que a barriga crescia e o bebé se ia mexendo dentro do útero. Deixar que a natureza faça o seu curso, optando por um parto natural, é a decisão de um número cada vez maior de mulheres e os benefícios são comprovados pelos especialistas. “A recuperação da mãe é muito mais rápida, algumas horas após o parto já pode andar e cuidar do seu bebé. Por isso a alta também é dada mais cedo e a integração do bebé na vida familiar acontece com mais naturalidade e rapidez”, confirma Ana Isabel Machado, ginecologista na Clínica Cuf Alvalade, em Lisboa. Após alguns anos em que a cesariana se tornou uma prática frequente nos hospitais e clínicas portugueses, sobretudo no fim dos anos noventa e na primeira década do século XXI, a tendência inverte-se e a sociedade redescobre as virtudes do parto natural.


Mães preferem parto natural

Mães e pais também se têm mostrado mais recetivos às informações sobre as múltiplas vantagens de um parto natural. “Há menos preconceitos em relação ao assunto, as famílias estão mais informadas e recebem sem surpresa a nossa indicação de que o parto natural é sempre preferível a uma cesariana”, constata Ana Isabel Machado. “Muitos casais frequentam cursos de preparação para o parto e também aí recebem este tipo de informação, que confirma aquilo que leram sobre o tema e ouviram do seu médico”, acrescenta. Aliás, em muitos casos são as próprias mulheres que fazem questão de ter um parto natural e solicitam às equipas médicas que as acompanham que tentem, dentro do possível, evitar o recurso à cesariana. “Também chegamos ao ponto em que muitas mulheres trazem demasiadas ideias preconcebidas sobre o que desejam para o seu parto e nem sempre esta programação corre como a mãe deseja. Por vezes algumas mães solicitam que não lhes seja administrada anestesia e não se faça a episiotomia, para que o parto seja inteiramente ao natural, mas no momento do nascimento nem sempre é possível cumprir todos esses desejos”, relata Ana Isabel Machado.


Cesariana pode ser necessário

E muitas vezes a cesariana é mesmo inevitável. Quando a bacia da mãe tem uma dimensão inadequada para o tamanho do bebé não é recomendável que se tente um parto natural, já que o bebé corre o risco de ficar preso no momento da expulsão. A cesariana é também a opção escolhida sempre que o bebé está “sentado”, ou seja, com os pés posicionados junto ao canal vaginal, ao invés da cabeça, que deveria ser a primeira parte do corpo a sair do ventre da mãe. Muitos partos que começam por ser vaginais acabam por terminar com uma cesariana, sendo essa decisão tomada pela equipa médica no decurso do processo e caso o bebé entre em sofrimento. Já as cesarianas previamente programadas, em que a mãe é desde cedo avisada de que nem sequer será tentado um parto natural, agendando-se desde logo uma cesariana, são a opção escolhida sempre que a situação clínica da mãe o recomende e nos casos em que já tenha efetuado duas cesarianas. O histórico de duas cesarianas eleva o risco de rutura do útero durante o trabalho de parto, o que pode provocar à mãe uma hemorragia interna de grande gravidade.

Ainda assim, continuam a aparecer nos hospitais e clínicas algumas mulheres com muitos receios relacionados com o parto natural, assumindo a sua preferência pelo recurso à cesariana. “Geralmente acontece com mulheres que passaram por experiências traumáticas em partos anteriores e receiam voltar a passar pelo mesmo. É também o caso de mulheres com idade avançada na primeira gravidez”, revela Ana Isabel Machado. E depois, há sempre aquelas mulheres que se sentem tristes por terem planeado um parto natural e não o terem podido vivenciar. “Aqui os médicos, e sobretudo os enfermeiros, desempenham um papel muito importante, ajudando a mãe a perceber porque é que foi necessário recorrer à cesariana e aceitar que essa decisão foi a melhor para si e para o seu bebé”, refere a ginecologista da Clínica Cuf Alvalade.

Afinal, o mais importante é que o parto corra bem, que o bebé nasça saudável e a mãe só tenha motivos para acreditar que viveu a mais bela experiência da sua vida.

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