Hidratacao total

Hidratacao total

Nutrição e Fitness
Última atualização: 09/08/2022

A água é o principal componente do nosso corpo e do nosso planeta e, apesar disso, é frequentemente esquecida na rotina diária. Nos meses quentes, a água assume uma relevância ainda maior e a hidratação torna-se um gesto incontornável.

É a água que garante o bom funcionamento de órgãos de todo o organismo, mas principalmente o cérebro e os rins. É essencial para a saúde das células, facilitando o transporte de nutrientes e as reações químicas inerentes à nossa biologia. Ajuda a manter a temperatura corporal adequada, além de melhorar a aparência da pele, evitar o aparecimento de celulite e até contribuir para o brilho e vitalidade capilar. Seja através da ingestão de líquidos ou pela aplicação de cosméticos hidratantes, este é o elemento central da sua saúde e beleza, que assume ainda mais relevância no verão. Aprenda a garantir uma hidratação perfeita e faça da água a sua maior aliada.

Como assegurar um consumo adequado?

Beber cerca de 8 a 10 copos de água por dia ou ingerir entre 1,5l a 2l por dia é a quantidade de referência aconselhada para um adulto, recomenda a British Dietitic Association (BDA). As crianças devem beber entre 1,2l a 1,6l até à adolescência, altura em que o consumo já se deve assemelhar ao de um adulto.

Embora possam ser consideradas refrescantes, as bebidas alcoólicas e gaseificadas não são uma boa opção, dado o seu poder diurético. A água é a melhor forma de hidratar o organismo, mas pode também ser consumida em infusões frias sem açúcar, aromatizada com ervas ou rodelas de limão e gelo, alternativas saudáveis e sem aporte de calorias. E para além do copo, a água pode ser consumida através dos alimentos. A sopa, o leite (simples), os sumos naturais (sem adição de açúcar) e a fruta são ricos em água. Bons exemplos de frutas e vegetais para os dias quentes são: tomate, pepino, alface, rabanete, ananás, melancia, melão, maçã, entre outros.

Beber água da torneira: sim ou não?

Segundo a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), a água da torneira que corre no nosso país é segura para consumo e tem um excelente nível de qualidade. Antes de chegar às nossas casas, a água da torneira sofre testes de controlo rigorosos que asseguram a sua qualidade e segurança. Igualmente, a água da torneira é a opção mais barata e ecológica – por exemplo, são necessários 3 litros de água para fabricar uma garrafa que leve 1 litro de água.

Deste modo, podemos afirmar que a água da torneira é mesmo a melhor opção.

Perigo: desidratação

Esperar pela sensação de sede é um dos erros mais comuns no consumo de água, uma vez que esta reação do organismo revela já início de desidratação. De igual forma, beber água para eliminar a sensação de sede não chega para hidratar o corpo.

Crianças, mulheres grávidas ou a amamentar, atletas e idosos devem estar mais atentos ao seu consumo de água, pois estão em maior risco de sofrer desidratação. As crianças e os idosos, principalmente, não têm tanta sensibilidade à sede – nas crianças, o mecanismo natural pode ainda não estar desenvolvido, e nos mais velhos, pode não estar a funcionar como é devido. Por isso, dar regularmente água às crianças é essencial, até para desenvolver um hábito que perdure ao longo da vida. No caso dos idosos, é frequente afirmarem que não têm sede e passarem bastante tempo sem beber água. Assim, criar rituais para incutir o hábito de beber água e propor alternativas com sabor, como as infusões frias, são medidas que ajudam a prevenir a desidratação nesta faixa etária.

Dor de cabeça, letargia, falta de concentração, prisão de ventre ou urina muito concentrada são alguns dos indícios de que o aporte de água não é suficiente para o organismo.

Hidratar é proteger

A hidratação do organismo é essencial, mas não implica que negligencie o cuidado da pele, um escudo protetor por excelência. Apesar da pele dispor de mecanismos naturais que a ajudam a cumprir a sua função, requer cuidados diários para que seja uma barreira eficiente. Manter o nível hídrico cutâneo é fundamental e, para isso, não basta aplicar um creme quando a pele aparenta estar mais seca (ou até a repuxar). É necessário, antes de mais, usar produtos com pH neutro para a lavagem da pele e aplicar diariamente um hidratante adequado às necessidades de cada um. As zonas expostas – rosto, decote e mãos – requerem cuidados redobrados, como o uso de emolientes específicos. Estas zonas requerem também a aplicação diária e regular de protetor solar para minimizar os efeitos do envelhecimento. Os pés beneficiam de cuidados de hidratação intensivos ao longo de todo o ano, como um creme concentrado em ureia. No verão, as altas temperaturas e a exposição a agentes agressores como o sol, o cloro e o sal do mar justificam a utilização de produtos específicos, como o hidratante complementado com o protetor solar e o after sun ao final do dia. Usar um creme de noite nutritivo no rosto e decote contribui igualmente para regenerar a pele durante a noite.


Pele em risco: sinais de alarme

Uma pele hidratada é luminosa, elástica e mais resistente às agressões externas. Quando a desidratação se instala, não é só o seu aspeto que perde beleza e vigor, também o risco de problemas é mais elevado. Assim, para além de ficar mais baça ou envelhecida, a pele fica vulnerável a infeções (bacterianas, fúngicas) e propensa a desenvolver reações adversas como a dermatite ou eczema. Por vezes, a irritação cutânea pode provocar prurido ou uma aparência de pele queimada. A aplicação de um creme hidratante ajuda a prevenir e minimizar este tipo de sintomas, mas caso persistam, deve-se procurar ajuda médica para identificar as eventuais causas e definir um tratamento específico.

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