Dieta nórdica: os 10 pontos-chave

Dieta nórdica: os 10 pontos-chave

A dieta nórdica resultou da adaptação da dieta mediterrânica à realidade dos países nórdicos. Patrícia Segadães, nutricionista, defende que a dieta nórdica pode ser uma boa ajuda para melhorar o estado de saúde, assim como para perder peso de forma saudável.


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Chama-se dieta nórdica e foi criada com o principal objetivo de colmatar a ausência de um regime alimentar tradicional e saudável no Norte da Europa – nomeadamente na Dinamarca, onde nasceu este conceito adaptado da dieta mediterrânica. Em 2014, um estudo comparativo – cujas conclusões foram depois apresentadas no congresso anual da Sociedade Europeia de Cardiologia – dividiu os participantes em dois grupos e concluiu que aquele que seguiu a dieta nórdica tinha perdido mais peso e registado melhores níveis de pressão arterial do que o grupo que seguiu o regime alimentar comum à maioria dos dinamarqueses.


Os benefícios da dieta nórdica

Para Patrícia Segadães, não há dúvida que “esta dieta pode levar a significativas melhorias do perfil lipídico, diminuir o risco de hipertensão e estudos mostram também que a adoção deste regime pode ainda diminuir o estado inflamatório”.

Sendo uma dieta saudável e equilibrada, Patrícia Segadães refere que poderá ser seguida pela maioria das pessoas saudáveis, sem prejuízo para a saúde. “Poderá inclusive ser uma boa ajuda para melhorar o estado de saúde, assim como perder peso de forma saudável”. Mas, salienta a nutricionista, é importante perceber que será complicado seguir a dieta à risca no nosso país, pois foi especialmente desenhada para toda a população nórdica, uma vez que os produtos recomendados são tipicamente encontrados em países como a Dinamarca, já que esta dieta também quer incentivar a produção local e sustentável.

No entanto, assegura Patrícia Segadães, não é necessário qualquer tipo de transição drástica e uma dieta “típica” portuguesa para a nórdica: “A única habituação pela qual terá de passar serão os sabores diferentes dos produtos.”


Os efeitos da dieta nórdica

Assim, uma pessoa que tenha uma alimentação tipicamente portuguesa e que experimente a dieta nórdica poderá observar uma perda de peso, diminuição do volume abdominal assim como a melhoria do trânsito intestinal. “Isto porque a ingestão de elevadas quantidades de produtos hortícolas (superior à típica alimentação portuguesa) irá, entre outros fatores, auxiliar na perda de peso. Também a ingestão de fibras estará aumentada, o que irá trazer melhorias no estado do trânsito intestinal”, explica a nutricionista. O aumento da ingestão de peixes gordos, ricos em ómega 3 irá, segundo Patrícia Segadães, melhorar o estado inflamatório, levando, por essa razão, a uma redução do volume abdominal.


Os 10 pontos-chave

  1. No regime alimentar nórdico são privilegiados os produtos locais e orgânicos. Falamos de alimentos específicos da região, como uvas do monte, queijo, ervilhas desidratadas, leite azedo, entre outros.
  2. Estão incluídas grandes quantidades de vegetais, ervas frescas, plantas e cogumelos selvagens.
  3. A ingestão de fruta é um dos principais pilares desta dieta.
  4. Pelo elevado teor de fibra, o consumo de aveia, centeio e cevada são recomendados.
  5. O arroz e a massa integrais são considerados boas opções pois contêm proteína, fibra e nutrientes.
  6. A dieta nórdica privilegia a ingestão de peixes gordos, como o salmão, bacalhau e arenque pescados nas águas nórdicas. Também é aconselhada a ingestão de marisco e de algas.
  7. As carnes com gordura devem ser substituídas por carnes magras.
  8. A ingestão de açúcar e de gorduras saturadas deve ser muito reduzida.
  9. Os laticínios magros são a opção aconselhada.
  10. O consumo de sal deve ser mínimo.

A dieta nórdica é um tipo de alimentação específico que traz diversos benefícios para a saúde. No entanto, e conforme alerta Patrícia Segadães, “quando pensamos em adotar um novo regime alimentar, o ideal é que a pessoa seja acompanhada por um profissional. É de igual forma importante referir que dietas milagrosas não existem. Quanto mais depressa perder peso, mais suscetível fica de ganhar ainda mais peso.”

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